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Luanda e Huambo são as províncias que vão receber o maior número de médicos

Das 7.667 vagas disponíveis no novo concurso público, aberto hoje, apenas 1.500 serão destinados para a admissão de novos médicos

POR: Domingos Bento

Luanda e Huambo são as províncias que vão receber o maior número dos médicos a admitir na sequência do novo concurso público na saúde aberto oficialmente hoje. A Capital do país vai receber 33 novos médicos, enquanto o planalto central terá 41 profissionais entre médicos assistentes e internos gerais. Na sequência, seguem-se as províncias de Malange com 22, Benguela, 19 e Moxico com 16 médicos. De acordo com a ministra da Saúde, Sílvia Lutukuta, ao todo, estão disponíveis um total de 7.667 vagas que serão distribuídas para novos ingressos, promoções e actualizações de carreiras.

Dentre estas, destacam-se 1500 vagas para novos médicos, 2.999 vagas para a promoção, 1636 vagas para a actualização de carreiras e 1.332 vagas para novos ingressos que serão preenchidos por enfermeiros licenciados, técnicos de diagnósticos e terapeutas licenciados, entre outros. Segundo a governante, os critérios para a distribuição dos futuros admitidos foram baseados em pressupostos fundamentais com realce para o número de habitantes de cada província, o perfil epidemiológico, o número de recursos humanos já existentes e também de acordo com a quantidade de unidades hospitalares de que cada província dispõe.

“Nós temos províncias com um perfil epidemiológico mais complexo, que têm mais malária do que as outras, como, por exemplo, as províncias de Luanda, Lunda- Norte, Benguela, Huambo, Bié, Cuanza-Sul e Cabinda. Então, houve atenção especial em relação a outras, no que toca ao número de profissionais que foram alocados nestas províncias”, explicou. Angola conta com apenas 6 mil e 600 médicos para cerca de 28 milhões de habitantes. Com a abertura do referido concurso, Sílvia Lutukuta disse que se vai poder mitigar alguns problemas que o sector da saúde enfrenta, assim como colmatar a necessidade de se actualizar e ajustar as carreiras aos novos desafios. Tal como deu a conhecer, o concurso público será feito ao nível dos municípios e a inscrição de acesso será feita online.

A correcção das provas será electrónica e a lista dos apurados será afixada nos municípios onde o concorrente reside. “O grande objectivo é colocarmos quadros nos municípios para, em certa medida, mitigarmos os problemas de assistência que temos no nível primário. Claro que a alguns hospitais nacionais também foi distribuída alguma quota, porque, para além das admissões, temos um programa de formação de quadros e precisamos, a todos os níveis, de médicos e profissionais de qualidade para prestarem melhores serviços às comunidades”, atestou. Sílvia Lutukuta sublinhou ainda que o referido concurso, há muito esperado, resulta de uma resolução da Assembleia Nacional e do fundo salarial nacional que, ante a carência no país, orientou-se que houvesse a abertura de espaços na função pública para a admissão de novos técnicos no sector da saúde. De referir que o concurso acontece numa altura em que o Governo aumentou de 35 para 45 anos o limite de idade de ingresso na carreira médica, no novo Regime Jurídico da Carreira Médica.

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