O problema é ter sido o cérebro

Um estudante angolano acaba de vencer um prémio na China. Hortêncio Cassemene venceu o prémio de Melhor Escritor Estrangeiro na China com o livro “The Foreigner”.

POR: José Kaliengue

Uma obra que o angolano descreve como “um guia de adaptação à China”, pensado para ajudar os estudantes estrangeiros, mas não só, a ultrapassar o choque cultural. A notícia é desta semana e é do PLATAFORMA MACAU, parceiro de OPAÍS na Plataforma Global Media. Se se tivesse tratado do escândalo de um artista lá fora, ou de uma bailarina qualquer a fazer-se de cantora dando-se a conhecer pelas partes e não pela voz, aí sim, o assunto estaria a bombar nas redes sociais e a fazer correr muita tinta. Para um país totalmente aberto para a China, com números enorme nos negócios, este livro deveria ser de consumo obrigatório. Mas não é esta a realidade. É que o Hortêncio usou o cérebro para fazer alguma coisa, aqui valoriza-se a frivolidade e tudo o que é medíocre. Os nossos conceitos de valores têm que começar a ser revistos, ou, se calhar, assumimos uma cultura de não cérebro e passamos a ser todos muito distintos.