Acidentes de viação fazem cerca de sete mil vítimas em seis meses

Entre as vítimas, mil e 181 cidadãos morreram, dos quais, 385 por atropelamento e 134 por capotamento, segundo dados da Direcção Nacional de Viação e Trânsito (DNVT).

Seis mil e 813 pessoas, entre transeuntes, automobilistas e passageiros, foram vítimas de cinco mil e 275 acidentes de viação ocorridos em várias estradas do país de 1 de Janeiro a 30 de Junho do corrente ano, revelou ontem, em Luanda, o chefe de Departamento de Segurança e Prevenção Rodoviária da DNVT, superintendente-chefe António Pinduka. Ao intervir à margem do encerramento do ciclo de palestras sobre a sinistralidade rodoviária, o oficial da Polícia Nacional explicou que, entre as vítimas, mil e 181 morreram e 5 mil e 632 ficaram feridas, tendo realçado a necessidade de se redobrar esforços para se diminuir a cifra. “Isto é preocupante, porque dos mil e 181 mortos, 385 foram por atropelamento”, frisou.

António Pinduka disse que as colisões entre veículos e os capotamentos engrossam igualmente o leque de preocupações da DNVT, pois, no período em referência, o primeiras resultaram em 210 mortos e os segundos ceifaram 134 vidas humanas. Apesar dos índices de sinistralidade rodoviária serem elevados, o responsável fez saber que comparativamente ao ano transato houve uma diminuição de 63 acidentes e de 185 mortes. O mesmo não se pode dizer relactivamente aos feridos, em que neste semestre se registou uma subida de 27 casos. Estatisticamente, o superintendente- chefe António Pinduka disse que houve um rácio de mais de um ferido por cada acidente.

Peregrinação à Muxima

Prevendo a Peregrinação à Nossa Senhora da Muxima que se realiza entre os dias 1 e 2 de Setembro, António Pinduka apelou aos peregrinos maior cautela para que não se registe acidente durante a festa religiosa. O transporte de pessoas nos veículos de mercadorias, o estado técnico das viaturas, principalmente para os fiéis que virão de outros pontos do país, foram as principais preocupações apresentadas pelo responsável.

Casamentos e cortejos fúnebres

A Polícia promete acabar com a circulação na via pública de carros de noivos cujas matrículas estejam encobertas, pois, segundo o responsável, isto é ilegal, apesar de estar fortemente enraizado na nossa cultura. O mesmo acontece com os cortejos fúnebres que criam constrangimentos aos outros utentes da estrada. António Pinduka disse que inicialmente a Polícia Nacional vai velar por acções pedagógicas, antes de se pensar nas medidas coercivas. O ciclo de palestras sobre sinistralidade rodoviária decorreu durante oito meses em todos os municípios da província de Luanda, visando a sensibilização da população sobre as principais causas deste fenómeno. O ciclofoi promovido pelo Centro de Imprensa Anibal de Melo, em parceria com a DNVT.