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Angola busca reforço de investimentos alemães

A Várias empresas alemãs dos sectores industrial, telecomunicações, energia e águas, construção civil, fiscalização de obras, equipamentos para indústria petrolífera têm negócios no mercado angolano, uma presença que o Presidente da República, João Lourenço, pretende ver reforçada com a visita de dois dias à Alemanha, a partir de Quarta-feira.

No topo da agenda da terceira visita oficial do Presidente angolano a um país europeu, depois de França e Bélgica, desde que assumiu o poder a 26 de Setembro de 2017, está o investimento alemão, que se pretende venha a contribuir para o tão almejado processo de diversificação da economia de Angola, de modo a reduzir-se a dependência do sector petrolífero. Em Berlim, João Lourenço vai assistir à abertura do Sétimo Fórum Económico Angola-Alemanha, ocasião que servirá para acenar à entrada de novas empresas germânicas em solo angolano e apelar ao reforço de empresas que já actuam no mercado, como a Voith Hidro, Siemens, Bauer, Bosch, Megger e Gauff Engenharia. Das empresas que actualmente têm forte presença no mercado angolano, destaque para Voith, Gauff Engenharia e Siemens.

A Voith, fundada em 1867 na Alemanha, foi responsável, através da Voith Hidro, pela produção dos componentes mecânicos, hidromecânicos e electromecânicos, turbinas e transformadores das centrais I e II da barragem Hidroeléctrica de Cambambe, inaugurada em 2017. Em 2008, a Voith foi contratada para fornecer toda a tecnologia de turbinas, incluindo os equipamentos e serviços destinados à central hidroeléctrica de Cambambe I. Para Cambambe I, a Voith forneceu quatro turbinas Francis, de 67 MW cada, o que dá uma capacidade total de 268 MW. Cada turbina foi instalada sequencialmente, deixando as outras operacionais, para não haver quebras no fornecimento de energia à região.

No domínio das obras públicas e construção civil, a Alemanha está presente no país através da Gauff Engenharia, empresa com mais de uma década a participar em projectos de construção, fiscalização de estradas, pontes, centrais de captação e tratamento de água. A empresa é responsável pelos projectos de abastecimento de água na província do Namibe, no âmbito do programa do Banco Mundial “Second Water Sector Institutional Development Project Angola“ (WSIDP 2 – Segundo Projecto de Desenvolvimento Institucional do Sector da Água para Angola). A Gauff também foi contratada pelo Ministério da Energia e Águas para fiscalizar a execução do projecto da central de captação, tratamento e distribuição de água de “Quilonga Grande”, em Luanda. Uma vez concluído, o projecto captará água do Rio Cuanza, a cerca de 50 km da cidade de Luanda, com uma previsão de produzir seis mil litros de água potável por segundo. O sistema está concebido de modo a que possa ser expandido no futuro, se necessário, para nove mil litros por segundo.

A Siemens AktienGesellschaft, ou simplesmente Siemens AG, é um conglomerado industrial alemão, sendo o maior da Europa e um dos maiores do mundo, actua na produção de equipamentos para transporte ferroviário e rodoviário, telecomunicações, energia, petróleo e gás, automotores, entre outros. Em Angola, esta multinacional apoia projectos nos sectores da energia, telecomunicações e petróleo e gás. A Siemens actua no país desde os anos 1960/70. Na altura, era procurada como um dos principais fornecedores para a indústria. Durante a guerra, a presença da empresa esbateu-se até que, em 2005, entrou novamente no país com projectos essencialmente na área das telecomunicações. Em 2010, a Siemens Angola passou a ser uma Regional Company em África. A Siemens AG reconheceu a importância e as características culturais do mercado angolano, pelo que decidiu constituir-se de pleno direito em Angola, sendo agora uma região independente do cluster sul-africano onde se inseria.

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