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Ânsia de obter divisas torna angolanos “presas fáceis” de estrangeiros

As dificuldades em obter divisas no mercado formal, bancos comerciais e casas de câmbio, tem levado alguns cidadãos nacionais a aderirem a “esquemas” montados por expatriados, que se predispõem a comprá-las em países como Austrália e Portugal.

O super-intendente Fenando de Carvalho, porta-voz do Serviço Provincial de Investigação Criminal (SPIC) de Luanda, revelou, ontem, que quatro cidadãos nacionais foram presumivelmente burlados no valor de 154 milhões e 420 mil Kwanzas, por um indivíduo de nacionalidade turca, de 47 anos, que se dizia capaz de lhes fornecer divisas. Em diferentes tranches e em diferentes circunstâncias, as vítimas depositaram a supracitada quantia monetária, nos dias 26 de Julho e 2 de Agosto do corrente ano, para a compra de euros e dólares norte-americanos. “Essa quantia foi depositada em contas domiciliadas em vários bancos comerciais e titulares de duas empresas e pessoas singulares”, frisou. Revoltado por ter sido vítima de um crime de burla por defraudação, um deles, de 35 anos, terá retido o suposto burlador em sua residência, tendo acabado, por isso, detido pela Polícia Nacional alegadamente por ter cometido o crime de cárcere privado.

O jovem angolano entregou 84 milhões de Kwanzas ao cidadão turco para a compra de moeda estrangeira no exterior do país. Para dissipar eventuais dúvidas, o cidadão, que passou de vítima a malfeitor, apresentou às autoridades policiais os comprovativos dos depósitos bancários que fez nas contas indicadas pelo expatriado. A propósito deste crime, o porta- voz do SPIC de Luanda alertou aos cidadãos em geral a terem cautelas máximas na compra de moeda estrangeira, assim como se absterem de fazerem depósitos para as respectivas compras sem a certificação da idoneidade do negócio, para evitarem dissabores maiores. Nesta senda, apelou também aos cidadãos a denunciarem casos desta natureza.

Polícia recupera apenas 1 milhão dos 60 milhões de Kwanzas roubados no BAI

Fenando de Carvalho anunciou, ontem, que, até ao momento, foi possível recuperar 1 milhão e 250 mil Kwanzas, dos 60 milhões roubados por dez supostos marginais à agência do Banco Angolano de Investimento (BAI), situada na rua Samora Machel, em Talatona, no dia 8 do mês passado. Os presumíveis marginais, entre os 42 e os 49 anos de idade, são funcionários da empresa de segurança que tinha a missão de proteger as referidas instalações. Para acederem à caixa forte do banco, demoliram uma das paredes com dois pés de cabra, um berbequim eléctrico de pressão, uma chave de grife, uma broca eléctrica, nove braçadeiras, duas botijas de gás de bate-chapa entre outros meios. Além dos valores monetários atrás mencionados, os efectivos do SPIC apreenderam, em posse dos marginais, quatro viaturas de diversas marcas, duas armas de fogo modelos Star e AKM, com os respectivos carregadores e munições.

 

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