Carta do leitor: O mercado do Golfe II e os maus hábitos

Ilustre Director. Saudação especialíssima a todos nesta recta final do duro 2016. O péssimo estado do GOLFE II ultrapassou as barreiras do inaceitável. De facto, imundície é muito pouco para caracterizar isto. Como dizia a minha velha, o Golfe II “está pior do que uma pocilga”.

POR: J. Caetano

Estás muito abaixo da dignidade humana, da civilização e da vida em sociedade. Pessoas que não se sabe de onde saem, chegam às primeiras horas da manhã para sentar e vender ao longo da via onde quer que haja espaço livre. Vendem e trazem tudo: carne, peixe, fruta, hortaliças, fritos, cozidos e fardos – roupas e calçados. E, pior ainda, as mulheres despem-se e urinam à luz do dia, exibindo as nádegas, numa promiscuidade nunca vista. Quando a Polícia vem, eles correm e gritam carregando os bancos pelas mãos e os bens à cabeça, para depois voltaram a sentar como se nada temessem! Elas desafiam de facto as autoridades e são um desafio para todos nós! O que fazer? Para mim, a Rádio e a TV, como expressão do quarto poder, deveriam “bater tanto” nesta tecla até “furar” os maus hábitos. Há dias ouvia alguém a dizer na TV Palanca que “A venda ambulante já faz parte da nossa cultura”: nada mais errado e incorrecto. Faz parte sim dos nossos maus hábitos, erros e do nosso estado de degradação, mas nunca da nossa cultura. A nossa cultura, pelo menos a minha e a tua, não é essa!!! (Diz lá isso, por favor, aos teus amigos da TV, Rádio e Jornais. Por isso, meu parente, nada melhor do que começar 2017 com uma campanha de educação cívica contra os maus hábitos de vender e sujar a via pública, e exortar também as autoridades a não permitirem este estado de coisas. É certo que as pessoas só fazem isso onde há lixo, sujidade e desmazelo, razão pela qual uma das primeiras medidas seria promover a limpeza, o asseio e a ordem pública. Sem dúvida, que a falta de mercados municipais também ajuda muito. Mas, isso são outros quinhentos…Erros de gestão que nos ultrapassam! Ainda bem que há pessoas sensíveis como tu. Agradeço a pronta publicação e desde já fico satisfeito com o teu gesto. Um abraço