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Forte terramoto abala a Venezuela

Um intenso terramoto sacudiu Terça-feira (21) última a Venezuela, provocando pânico entre a população, mas até ao momento não há relatos de vítimas ou danos significativos.

Segundo a Fundação Venezuelana de Pesquisas Sismológicas (FUNVISIS), o tremor foi registado às 17H31 locais, quando milhares de pessoas saíam do trabalho. Segundo o Instituto de Sismologia local, o tremor atingiu a magnitude 6,9, enquanto o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS) atribuiu ao terramoto a magnitude 7,3. O epicentro foi localizado 19 Km a sudeste de Yaguaraparo, Estado de Sucre, 400 Km a leste de Caracas. A FUNVISIS veiculou que a profundidade foi de 0,1 Km. Já o USGS declarou uma profundidade de 123,2 km. “Foi sentido em vários estados do país (…). A esta hora não há notícias acerca de vítimas. Estamos a fazer uma avaliação de danos”, declarou o ministro do Interior, general Néstor Reverol.

Em Caracas, o movimento durou vários segundos e muitos prédios, comerciais e residenciais, foram evacuados ante os temores de um incidente maior. Muita gente desceu para as ruas e permaneceu em locais abertos. “Os quadros abanavam e os vidros tremiam. Desci pelas escadas e todos os apartamentos do meu prédio, de dez andares, estavam com as portas abertas. Reunimos lá fora. Vi uma senhora pálida com o susto, que chorava com o telefone na mão”, declarou à AFP José Oviedo, morador de Los Palos Grandes, leste de Caracas. Quase todos tentaram telefonar em simultâneo, o que durante alguns minutos bloqueou as comunicações. As pessoas afastaram-se dos prédios e muitas choravam nas ruas. A AFP captou imagens de uma emblemática torre abandonada no centro de Caracas, com uma leve inclinação no topo. Fotos divulgadas nas redes sociais exibiram rachas nas paredes de prédios em Caracas e Puerto Ordaz (sul).

Apelo à calma

Na região do epicentro, o governador Edwin Rojas informou que a “situação é de tranquilidade”. “Há anos que não sentíamos um abalo sísmico deste nível. Graças a Deus e a Cristo não temos qualquer vítima”. “Não devemos entrar em pânico com mensagens de voz ou nas redes sociais sobre um tsunami. Estão a tentar pescar em rio revolto e alarmar a população. Nos hospitais não há novidades”, declarou Rojas. As redes sociais foram inundadas por mensagens de alarme, especialmente de habitantes da região de Caracas, pouco habituada a este tipo de fenómeno. Na zona da capital vivem cerca de 4 milhões de pessoas. “Apelamos à calma. Temos activadas as equipas de avaliação de riscos”, declarou o ministro Reverol em mensagem na TV estatal.

Eduardo Zambrano, 30 anos, que vive no 11º andar de um prédio em Caracas, desceu as escadas a correr com o seu cachorro. “Tremeu feio o prédio todo. Muitos saíram de pijama”, disse à AFP. “Estava no banco quando ocorreu. Os funcionários perceberam que tudo tremia e as coisas começaram a abanar. Mandaram todos sair. Alguns não queriam para não perder o lugar na fila para tirar dinheiro”, contou à AFP Dorothy Villalobos. José Naveda, de 35 anos, morador de Tucupita, no estado Delta Amacuro, contou que sentiu um abalo “muito forte”. “As pessoas saíram a correr para a rua, muitos ficaram do lado de fora. Em algumas zonas acabou a luz”, disse à AFP por telefone. Os dois últimos fortes terramotos na Venezuela foram registrados em 29 de Julho de 1967, de magnitude 6,7 em Caracas, causando acima de 200 mortos, e em 9 de Julho de 1997, de 7 graus, em Cariaco (Sucre), com 73 mortos.

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