China acolhe Cimeira do Fórum de Cooperação China-África em Setembro

A Cimeira do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC) vai decorrer em Pequim nos dias 3 e 4 de Setembro do ano em curso. A China considera imprescindível a participação de Angola.

O evento foi anunciado ontem, em Luanda, em conferência de imprensa, pelo embaixador da China em Angola, Cui Aimin, tendo considerado Angola um elemento fundamental na referida Cimeira. Cui Aimin disse ser uma boa ocasião para se conhecer melhor as novas políticas de actuação deste gigante asiático na cooperação com África. A Cimeira, segundo Cui Aimin, “entoará uma nova melodia na cooperação e nas relações de amizade Chino-África”.

O certame vai reunir os líderes e os representantes empresariais e comerciais da China e da África, com a realização de uma mesa redonda, na qual os participantes trocarão impressões sobre as relações entre a África e a China e ainda discutir questões regionais e internacionais. O embaixador sublinhou que a realização desta Cimeira vai promover maior unidade e cooperação na manutenção de desenvolvimento integral, unirá, igualmente, forças com a comunidade internacional para promoção da paz e do desenvolvimento, definindo as áreas prioritárias para o investimento. “Vamos activar os mecanismos para acelerar o processo de industrialização e modernização em África”, avançou Cui Aimin.

Dívida de Angola com a China

Relativamente à dívida de Angola com a China, o embaixador, apesar de não ter avançado o seu valor, garantiu que a mesma é controlável e ronda nos eixos normais. O diplomata considerou normal que os países em vias de desenvolvimento, como é o caso de Angola, se endividem com a busca de financiamentos para alavancarem os seus projectos. Salientou que o programa de financiamento da China para a África tem respeitado as políticas de negociação que correspondam com as necessidades reais das partes envolvidas, garantindo sempre o benefício mútuo.

Investimentos

O embaixador afirmou que os investimentos chineses em Angola têm crescido bastante, dando novas energias ao desenvolvimento e o futuro do país. Informou que, nos últimos anos, a China disponibilizou maior investimento na área de infraestruturas, construindo em Angola 100 escolas, 50 hospitais, 100 mil casas e mais de 20 mil quilómetros de estradas. O responsável garantiu que o seu país vai continuar a cooperar com as autoridades angolanas, com apostas em novos projectos, nomeadamente nas áreas da indústria, agricultura e ambiente.