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Editorial: Vai sempre doer

Angola anunciou a solicitação de apoio financeiro ao FMI e logo vozes se levantaram, umas concordando, outras temendo novos apertos nas vidas das famílias, com as previsíveis condições da instituição financeira para a cedência do dinheiro. Mas talvez não haja uma solução não dolorosa. O país tem de atrair investimento e ao mesmo tempo realizar despesa pública em infra-estruturas e no funcionalismo público, como são os casos das admissões de funcionários na educação e na saúde. Os níveis dos problemas de cada uma destas áreas e a pressão demográfica assim exigem. Vai doer a aplicação de eventuais medidas pedidas pelo FMI, mas dói também continuar como o país está. O ideal seria captar apenas investimento, massivo, sem infra-estrutura básica e sem organização do Estado isso também não será possível.

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