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Nós não temos mesmo nada?

Gosto de ver o Presidente da República, João Lourenço, no seu esforço diplomático para atrair investimento estrangeiro ao país.

POR: José Kaliengue

E financiamentos também, claro. Embora neste caso isso signifique a subida da dívida. O ideal, para mim, é mesmo o investimento por conta e risco do empresário, garantindo o Estado as infraestruturas básicas e obrigatórias, um bom funcionamento do sistema de justiça, do mercado e a abertura para a possibilidade de repatriamento dos dividendos e até para o reinvestimento. As chamadas parcerias publico-privadas fazem-me muita confusão, porque, em regra, o Estado paga e o privado desfruta. Porém, penso que há alguma coisa a faltar neste esforço todo. Precisamos de ser menos “pedintes”, apesar da situação em que o país se encontra. Angola tem de se mostrar capaz em alguma coisa também, ainda que seja na vontade de abrir escolas de kizomba para alegrar as sociedades europeias envelhecidas e meio cinzentas. Sim, se pensarmos bem, Haverá alguma coisa que possamos vender e alguma estrutura por lá que possamos comprar também. Tem de haver por lá (seja qual for o país ou região) sectores em que Angola seja capaz de investir para realizar ganhos financeiros também. Se não for a Kizomba, que sejam clubes de futebol, bancos, uma cadeia de comercialização de ananás, o que for. Não temos tecnologia, é verdade, mas podemos começar como a China e o Qatar, por exemplo.

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