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Empresários nacionais não devem ter medo das zonas de comércio livre

O ministro do Comércio, na viagem de 48 horas que efectuou em terras da Palanca Negra Gigante, informou-se sobre o funcionamento de empreendimentos produtivos e comerciais, nos municípios de Cacuso e Malanje. Também manteve encontro de auscultação com classe empresarial local, com objectivo traçar estratégias de actuação no domínio do sector que dirige

POR: Miguel José, em Malanje

O ministro do Comércio, Jofre Van-dúnem, exaltou, nesta Quinta-feira, em Malanje, aos empresários nacionais, a adesão às zonas de comércio livre da SADC e outras do continente, nos próximos anos, por constituir oportunidade para melhorar e aumentar o volume de negócios. Jofre Van-Dúnen, no encontro que manteve com os empresários de Malanje, para auscultálos e com eles traçar estratégias de concertação, inclusivas, sobre as variantes da esfera de negócios, exortou à classe empresarial nacional a importância de estar suficientemente capacitada, para que possa ombrear ao mesmo nível com os investidores de outros países que integram as zonas de comércio livre da SADC e continental.

“Não podemos ter medo da adesão às zonas de comércio livre”, exortou. Segundo o titular do sector do Comércio, o empresariado angolano tem de ser fortemente criativo e começar a entregarse a fundo para que possa ter a competitividade necessária para não serem “engolidos”. Acredita que com a criatividade dos homens de negócios e com a protecção  que o Estado está a proporcionar à classe empresarial e pretender dar, também, à diversificação da economia, principalmente no que diz respeito à produção de alimentos da cesta básica, o país estará em condições de encarar o futuro com “sorrisos nos lábios”. “Com isso Angola vai jogar um papel muito importante nas zonas de comércio livre, quer da SADC, quer na zona de comércio livre continental africano”, frisou.

Emissão local de alvarás comerciais

No âmbito do processo de descentralização administrativa, doravante a província de Malanje passa a emitir, localmente, através de um “Sistema de Impressão de Cédulas” que permite a emissão alvarás comerciais, que, segundo o director nacional do Comércio Interno, Estêvão Chaves, vai reduzir a burocracia e consequentemente facilitar o licenciamento da actividade comercial das pequenas empresas e dos operadores comerciais. No entanto, no sentido de garantir mais facilidade aos empresários e propiciar um aprazível clima de negócios, a descentralização da emissão de alvarás das médias e grandes empresas, o responsável disse estar já em curso o processo de digitalização das assinaturas e inserção na base de dados para o efeito. Além da inauguração, o ministro do Comércio visitou as instalações da BIOCOM, em Cacuso, efectuou uma visita inspectiva e pedagógica ao mercado municipal de Malanje e prestigiou o acto de lançamento da Cartilha sobre o Código de Ética e Deontologia dos Funcionários do Instituto Nacional de Defesa dos Consumidores (INADEC).

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