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Micro-crédito às comunidades reduz desemprego na Luanda-Sul

O programa, que vem sendo implementado em todas as províncias do país, visa proporcionar maior dependência financeira e estimular o auto-emprego nas comunidades mais carenciadas e que enfrentam sérias dificuldades sociais.

O programa de cedência de micro-crédito às comunidades mais desfavorecidas em curso em todo o país está a reduzir os níveis de desempregos na Luanda-Sul, assegurou ontem o director-geral do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP), Manuel Mbangui. A província debate-se com altos níveis de desemprego, devido ao défice de investimentos privados e foi enquadrada no programa de micro-créditos, cujos valores serão canalizados em diversos sectores de actividades que vão, nos próximos tempos, possibilitar a criação de vários postos de trabalho.

Os municípios de Cacolo e Saurimo foram as regiões da província contempladas pelo referido programa, numa acção conjunta entre o Banco Sol e o Ministério da Administração Publica, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS). Numa primeira fase, foram beneficiados um grupo de 100 jovens provenientes de comunidades desfavorecidas e que receberam valores que oscilam entre os 173 mil e três milhões de kwanzas. Quanto ao reembolso do valor, os beneficiários terão direito a um período de graça de três meses e só começarão a restituir a partir do quarto mês, e o Banco Sol fará o desconto de uma taxa de juro avaliada em 1,67 por cento/mês. Segundo Manuel Mbangui, com estes valores os beneficiários terão a obrigação de investir em pequenos sectores de actividade que vão, num futuro breve, proporcionar a independência financeira do grupo de cidadãos, bem como ajudar na criação de novos postos de trabalho para outras pessoas, reduzindo assim os níveis de desemprego que a província vem enfrentando.

De acordo com o responsável, a ideia do programa, que vem sendo implementado em todas as províncias do país, é proporcionar maior dependência financeira e estimular o auto-emprego nas comunidades mais carenciadas e que enfrentam sérias dificuldades socias. Antes de receberem os valores, Manuel Mbangui fez saber que os beneficiários passam por uma formação específica em matéria de empreendedorismo, de forma a saberem lidar melhor com os valores. No entanto, desde que vem sendo implementado, ou seja, desde 2002, mais de 10 mil pessoas foram beneficiadas. “O programa tem tido um impacto muito grande na criação de novos postos de trabalho, sobretudo para os jovens que acabam por ser as principais vítimas do desemprego, ao invés de esperar que lhe sejam dadas as oportunidades, com o programa podem torna-se independentes”, explicou Por seu lado, o ministro da Administração Publica, Trabalho e Segurança Social, Jesus Faria Maiato, disse que, apesar de o país estar a enfrentar uma crise financeira, é missão do Estado garantir que as pessoas tenham qualidade de vida.

E um dos pressupostos básicos para tal é a satisfação da necessidade de um trabalho ou uma fonte de rendimento com o qual os cidadãos consigam auto-sustentarem- se. É por esta via, frisou o governante, que o seu ministério têm vindo a implementar um conjunto de acções com vista a dar oportunidade e um rumo diferente às pessoas mais necessitadas. Para os próximos tempos, Jesus Faria Maiato deu a conhecer que o programa de micro-crédito vai ser reforçado e continuará com a mesma dinâmica de forma a contribuir para a criação de novos postos de emprego, que é uma das apostas do actual governo. “Todas as acções que estão a ser desenvolvidas hoje vão posteriormente se reflectir na qualidade de vidas das pessoas e das localidades já beneficiadas. E ganham todos: o Governo e o cidadão. O Estado não pode fazer tudo. É preciso que os cidadãos se empenhem e ajudem a melhorar as condições de vida não só para as suas famílias, mas também para as comunidades onde residem”, frisou.

Acompanhamento rigoroso

Já o governador provincial da Luanda- Sul, Ernesto Fernando Kiteculo, prometeu fazer um acompanhamento rigoroso do programa na província de forma a minimizar as dificuldades que aquela parcela do território nacional enfrenta. Segundo o governante, vivem na capital da província, Saurimo, cerca de 460mil habitantes. A maioria são jovens que se debatem com o problema do desemprego. Porém, com a implementação e o reforço do programa muitos poderão ver as suas preocupações resolvidas e ajudar no desenvolvimento da região que precisa de investimentos.

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