UAN lança primeiros engenheiros meteorológicos do país

Esta instituição do ensino superior outorgou 2.593 estudantes de oito faculdades sobre sua dependência que concluíram a formação em várias áreas de ensino.

Um grupo restrito de oito jovens foram outorgados ontem, em Luanda, pela Universidade Agostinho Neto (UAN) como os primeiros engenheiros licenciados em engenharia meteorológica no país. Rita Ndoque, de 30 anos, é a única mulher e a primeira meteorologista formada em Angola e sobrevivente de um grupo inicial de 57 estudantes que começou a caminhada para formação em 2014 na Faculdade de Ciências desta universidade.

Dos 57, a turma foi emagrecendo até haver somente 8 estudantes que vão puder actuar nas áreas como Agro-meteorologia, Área operacional, Biometeorologia, Climatologia, Hidro-meteorologia, Instrumentação meteorológica e ambiental, Meteorologia ambiental, Previsão do tempo e Radiometeorologia. Rita disse a este jornal que nunca sonhou fazer esta formação, mas ao longo da formação foi ganhando gosto e vai contribuir com o seu saber para dinamizar o Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INAMET) que já a recrutou para fazer parte dos seus quadros. Já o seu colega, Hamilton José, diz ser uma enorme responsabilidade constar do primeiro grupo formado nesta área, numa fase em que o país se encontra com os olhos virados para o desenvolvimento. Apesar da área climática ser a mais visível, Hamilton realça que se deve dar mais atenção a Agrometeorologia para que este sector primário venha a impulsionar cada vez mais a economia do país.

Ciências Sociais com mais licenciados

Dos 2593 outorgados pela UAN, a Faculdade de Ciências Sociais foi a que mais licenciados lançou num total 687 dos cursos de Gestão de Administração Pública, História, Ciência Política, Sociologia, Comunicação Social e Geodemografia. Da Faculdade de Direito saíram 140 novos juristas que pretendem actuar nos mais diversos ramos das leis. Milcon Nguza, que escolheu a áreas do Direito Fiscal e Tributário, disse que doravante o desafio será usar os conhecimentos adquiridos em prol da execução da justiça para melhorar a sociedade. Tito João, licenciado em Filosofia, realçou que “mais do exibir diplomas o desafio agora passa por materializar os conhecimentos”, principalmente no local de trabalho.

O reitor da UAN, Pedro Magalhães, disse que outorgar estudantes é um acto de prestação de contas à sociedade, como resultado da actividade que lhes foi incumbida pelo Estado angolano. Pedro Magalhães disse esperar que os outorgados sejam um modelo na sociedade, tendo convidado os que reúnam requisitos para docência e investigação para darem o seu contributo a universidade. A superação constante é o desfio deixado pelo responsável a quem pediu para usarem os conhecidos obtidos para se reinventarem ante os desafios apresentados hoje. Para além dos licenciados, foram também outorgados 126 mestres das distintas instituições. Fazem parte da UAN as faculdades de Ciências, Engenharia, Medicina, Direito, Economia, Ciências Sociais, Letras, Instituto Superior de Ciências da Saúde (ISCISA) e Escola Superior de Hotelaria e Turismo (ESHOTUR).