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Detidos mais de 400 cidadãos por violação de fronteira e contrabando de combustível

Quatrocentos e 39 cidadãos, entre estrangeiros e nacionais, foram detidos nos últimos doze meses entre o Município de Maquela Zombo, província do Uíge, e a República Democrática do Congo, pela Polícia de Guarda de Fronteiras: Razão: violação destas últimas e contrabando de combustível íncia do Uíge, a República Democrática do Congo (RDC)

Os dados foram ontem (Domingo) prestados pelo comandante da 4ª Unidade da Polícia de Guarda de Fronteiras, na província do Uíge, superintendente chefe Rodrigues Mucuta Tchingumba, durante o acto provincial que marcou as comemorações do 40º aniversário da criação deste órgão da Polícia Nacional, segundo a Angop.

Adiantou que na fronteira terrestre, foram registados 161 casos, sendo 133 de violação da mesma e 23 de contrabando de combustível, que culminaram com a detenção de 251 cidadãos, sendo 187 outros cidadãos da República Democrática do Congo (RDC), 16 oeste africanos, entre os da Guiné-Conacry, Côte d’Ivoire, Mauritânia e do Mali.

Na fronteira fluvial, acrescentou, foram igualmente detidos 188 cidadãos, destes 168 da República Democrática do Congo (RDC) e os restantes são nacionais. Referiu que as acções registadas permitiram a apreensão de dois mil 142 litros de combustível, sendo 720 de petróleo iluminante, 870 de gasolina, 552 de gasóleo, doze quilogramas de estupefacientes, quatro moto bombas, picaretas, peneiras, pás e quatro mil dólares, entregues aos Serviços de Investigação Criminal.

O comandante da 4ª Unidade da Polícia de Guarda Fronteiras frisou que, para melhorar a actuação dos efectivos desta unidade policial, está em curso a execução do plano de potenciação com meios modernos e a capacitação, visando a eficácia da vigilância, controlo e protecção da fronteira.

O segundo comandante provincial do Uíge da Polícia Nacional para a Protecção e Intervenção, subcomissário Filipe Massala, destacou o papel da Polícia de Guarda de Fronteiras de Angola (PGFA) na garantia da inviolabilidade das fronteiras nacionais e no combate à imigração ilegal.

Filipe Massala reconheceu ser uma missão difícil deste órgão da Polícia Nacional, dado os obstáculos que ainda persistem na fiscalização cabal das fronteiras nacionais para fazer face às eventuais ameaças externas, assim como à entrada ilegal de imigrantes.

Contudo, os efectivos têm correspondido ao que se esperava deles nas suas atribuições atinentes à defesa da integridade territorial e controlo do fluxo migratório.

A Unidade da Polícia de Guarda de Fronteiras, no Uíge, tem como responsabilidade o controlo e protecção de uma extensão fronteiriça de 442 quilómetros, limitados a norte e a leste com a RDC, sendo 175 terrestres e 267 fluvial.-

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