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Receitas fiscais não cobrem a dívida

O ministro da Economia e Planeamento, Pedro da Fonseca, disse Sábado,25, em Luanda, que as receitas fiscais a serem colectadas ao longo de 2018, por si só não são suficientes para pagar a dívida que ocorre neste período

Abordando o rácio do serviço da dívida/receitas fiscais, durante a apresentação do Plano de Desenvolvimento Nacional aos membros, militantes e simpatizantes do partido MPLA, referiu que para pagar a divida em 2018, o país tem um rácio de cerca de 114%, uma percentagem que não cobre os serviços da divida com responsabilidade pública.

Tendo em conta o quadro, o Executivo recorreu ao programa de assistência financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI), com quem vai discutir um financiamento ampliado no valor de 4,5 mil milhões de dólares.

De acordo com o governante, uma vez feito este acordo, Angola, no quadro do conjunto de politicas concebidas no PDN, poderá constactar que este indicador, rácio do serviço da divida/receitas fiscais, vai reduzir para 68,8% (2019),-77,1% (2020), 56,7% (2021), 68,2% (2022), atingindo níveis comportáveis e muito abaixo de 2018.

“Se continuamos na mesma senda estaríamos a inviabilizar o crescimento económico, estaríamos de certa forma a inviabilizar também o crescimento económico do país”, sublinhou.

Durante a apresentação, o ministro falou sobre o desenvolvimento económico sustentável e inclusivo, sendo o 2º eixo do PDN, que prevê, entre outras políticas, o fomento da produção, substituição da importação e diversificação das exportações.

Sem dados comparativos, as metas projectadas até 2022, apontam para uma produção não petrolífera com uma representação de 77,9% do PIB, o aumento em 50% do um valor anual das exportações em moeda estrangeira dos produtos e fileiras tidas como prioritárias, o aumento da produção anual de rochas ornamentais em cerca de 62%, entre outras previsões.

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