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Tribunal julga assaltantes que mataram jovem de 19 anos

O Tribunal Municipal do Kilamba Kiaxi começa, a 6 de Setembro, o julgamento de dois assaltantes que dispararam mortalmente, no Bairro Popular, contra um jovem de 19 anos. O jovem teve morte imediata ao ser atingido na região cervical com bala incendiária

Texto de: Romão Brandão

Os réus, identificados por Nelson Feliciano (Bravura) e Erick Gelson José Paulo (Big Boy), que vêm acusados dos crimes de homicídio voluntário e porte ilegal de arma de fogo, começam a ser julgados no dia 6 de Setembro, na sala dos crimes comuns do Tribunal Municipal do Kilamba Kiaxi, em Luanda.

Rezam os factos que os dois cidadãos, no pretérito dia 1 de Novembro de 2017, no também conhecido Bairro Popular, perto do Parque Infantil, abordaram o jovem de 19 anos, que em vida se chamou Flávio Gonçalves, ameaçando- o com uma arma de fogo do tipo AKM.

À data dos factos, como o jornal OPAÍS teve a oportunidade de reportar, Flávio estava na porta de casa a manusear o seu telemóvel. Segundo o irmão, Novato Gonçalves, que na altura conversou com a nossa equipa de reportagem, Flávio foi abordado por volta das 21 horas.

Sem reagir ao assalto, Flávio-entregou o telefone, mas um dos meliantes, ainda assim, manipulou a pistola. “O meu irmão ao ver que a bala estava na câmara entrou em pânico e tentou fugir para dentro de casa. Foi agarrado por um dos meliantes, pelo cinto das calças, e na tentativa de escapar, o outro irmão que estava na sala a jantar, sai e grita: gatuno”, revelou.

Novato presenciou o momento em que os meliantes abordaram o irmão, e só foi poupado porque tinha a filha ao colo. Infelizmente, logo que foi à busca de ajuda junto de um segurança, próximo de casa, ouviu o irmão a pedir socorro e posteriormente o disparo que o vitimou mortalmente.

O tiro de bala incendiária atingiu Flávio no pescoço, tendo este sucumbido imediatamente no local. A família tentou ainda levá- lo ao Hospital Neves Bendinha, a unidade mais próxima, mas os médicos disseram que o jovem já chegara sem vida. Na altura, a mãe, que não se aguentava, aos prantos, tinha a voz afónica, tentava lamentar dizendo apenas, “matavam a mim e não a ele, tão novo”.

O cenário era de uma casa cheia de jovens vestidos de preto e com semblante triste pela perda prematura de Flávio Gonçalves, aos 19 anos, e à porta de sua casa na Rua do Nóqui.

O seu corpo descansa no campo santo da Santana. Importa frisar que um dia depois da morte de Flávio, na mesma rua (do Nóqui), Bairro Popular, foi vítima mortal, por disparo com arma de fogo, a anciã de 54 anos, Maria Gerónimo Pereira, quando tentava apaziguar o desentendimento entre um dos seus filhos e os seguranças de uma discoteca (identificada como Nicole), perto de sua casa.

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