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Angola compromete-se a melhorar a qualidade dos fiscais dos parques nacionais

O nosso país integra, através da Associação dos Fiscais de África – Angola, o grupo de países de África comprometidos com a protecção, conservação e restabelecimento da biodiversidade existente em África para benefício da geração presente e das vindouras.

Angola, ao integrar esta organização, compromete- se a que os ficais passem a ser bem treinados, equipados e em condições de concorrer a outros parques de África. Segundo Miguel Kinavuidi, secretário executivo da Associação dos Fiscais de África-Angola, isto implica que em termos de promoção profissional os fiscais podem, em função dos padrões exigidos na região, trabalhar em qualquer parte de África. A Associação dos Fiscais de África- Angola participou recentemente no Congresso Africano dos Fiscais, passando, oficialmente, a fazer parte da Game Rangers Association of Africa (GRAA) Miguel Kinavuidi explicou que Angola, ao aderir a esta associação, compromete-se a adoptar os seus padrões de gestão no país, que tem parques extensos, mas um número reduzidos de fiscais, para os quais é importante que recebam treinamentos com bases nas novas exigências internacionais.

Comprometeram-se de igual modo a aplicar as melhores práticas e princípios de gestão visando a conservação dos recursos naturais de uma maneira profissional e ética. Por outro lado, os angolanos comprometeram-se a garantir que os fiscais de África, em particular os de Angola, sejam bem treinados e equipados para que possam executar os seus trabalhos com responsabilidade e profissionalismo, mantendo a integridade da vida selvagem, das áreas protegidas e outras áreas onde trabalham. A organização angolana passa a representar os interesses dos actuais e dos antigos fiscais, garantindo a padronização e credibilidade das suas funções. Sobre a fiscalização nacional dos parques, explicou que o país está equilibrado, mas há a necessidade de crescer, ou seja, aumentar o número de fiscais, para garantir a integridade da biodiversidade nas áreas de conservação. Nesta senda, pretendem desenvolver um projecto que visa atrair novos fiscais para os parques.

A actividade da fiscalização compreende a patrulha, com enfoque na caça furtiva, a protecção das espécies, salvaguardar a fauna e a flora, pelo que a preparação dos profissionais é exigente, apesar de ainda não haver formação especializada para o efeito. No que toca as necessidades dos parques, defende que quanto mais fiscais, melhor, porque isso traduz- se em segurança para a biodiversidade dentro da área de conservação. Por outro lado, precisam de proteger as espécies que estão em via de extinção, combater a caça furtiva, até porque quando uma zona está desprotegida se corre o risco de se perder espécies importantes, que para algumas pessoas pensarem ser mais valiosos no mercado informal. Enquanto não há recrutamento de pessoal, a associação vai mobilizando a comunidade para preservar a biodiversidade, “porque temos parques que têm um número reduzido de fiscais a todos os níveis, mas temos outros que carecem mais ainda”, lamentou, Miguel Kinavuidi. As comunidades que vivem dentro dos parques são formadas a exercer o serviço de fiscalização, tendo em conta que conhecem bem a área. Os fiscais em a actividade, recebem regularmente formação de capacitação e equipamentos modernos, de modo a melhorarem a sua actuação.

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