Colômbia deixa a UNASUL por esta “silenciar” denúncias sobre situação na Venezuela

O novo Presidente da Colômbia, Iván Duque, anunciou segunda-feira que o seu país formalizou a saída da União de Nações da América do Sul (UNASUL) porque aquele organismo tem “silenciado” as denúncias contra a situação na Venezuela. epa06977554 Colombian President Ivan Duque (R), accompanied by Minister of Foreign Affairs of Colombia Carlos Holmes Trujillo (L), delivers a statement to the media to inform about the withdrawal of Colombia from the Union of South American Nations (UNASUR), in Bogota, Colombia, 27 August 2018. EPA/MAURICIO DUENAS CASTANEDA Lusa “Quero informar os colombianos que, no dia de hoje [segunda-feira], o senhor ministro dos Negócios Estrangeiros da República [da Colômbia], enviou uma carta à Unasul, onde denunciamos o tratado constitutivo dessa entidade, e que em seis meses se tornará efetiva a saída da Colômbia dessa organização”, disse. Durante uma conferência de imprensa, Iván Duque explicou que “a UNASUL é uma instituição que se tem prestado, com o silêncio, muitas vezes com a sua complacência, para que não se denunciarem os maus-tratos brutais da ditadura da Venezuela aos cidadãos”. A UNASUL “nunca denunciou nenhum desses atropelos e tão pouco exerceu o dever (…) de garantir que esse tipo de práticas não constituíssem a eliminação das liberdades da cidadania”, frisou. Segundo Iván Duque, a UNASUL foi criada “para fraturar o sistema inter-americano” e serviu “os propósitos de uma ditadura”. A UNASUL é composta atualmente pela Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Suriname, Uruguai e Venezuela. Recentemente, o Equador anunciou que tinha intenções de abandonar a UNASUL.