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Dois soldados mortos em ataque no nordeste da República Democrática do Congo

Dois soldados da República Democrática do Congo (RDCongo) foram mortos num ataque de alegados milicianos, em Ituri, nordeste do país, onde decorri negociações entre as autoridades e um movimento rebelde, anunciaram hoje fontes concordantes.

POR: Euronews

grupo de agressores abriu fogo contra os soldados congoleses em patrulha na localidade de Laudjo, disse à agência de notícias France-Presse (AFP) o tenente Jules Tshikudi, um porta-voz do Exército na província.”Dois dos nossos soldados caíram, conseguimos capturar alguns milicianos e recuperar algumas armas”, mencionou.O território de Djugu, cidade na província de Ituri, foi abalado recentemente pela violência inter-comunitária.

De acordo com um relatório do Escritório Conjunto das Nações Unidas para os Direitos Humanos, de dezembro a abril de 2017, pelo menos 263 pessoas foram mortas no território de Djugu, onde 120 aldeias foram roubadas e destruídas.Trata-se da retomada do conflito entre os Hema (produtores) e os Lendu (agricultores), que causou 50.000 a 60.000 mortes entre 1999 e 2003, até a intervenção da força europeia Artemis sob comando francês.

Hoje, “o facto de matar dois soldados pode agravar a situação”, sublinhou Jean-Bosco Lalo, responsável pela sociedade civil local.O ataque ao exército ocorreu no momento em que as negociações entre as autoridades provinciais e um grupo armado ativo na região, as Forças Revolucionárias Patrióticas de Ituri (FRPI), estavam em curso, segundo fontes oficiais.

Essas conversações visavam convencer a milícia a depositar as armas.O chefe do FRPI, Banaloki Matata, também conhecido como Cobra Matata, está detido em Kinshasa, capital da RDCongo, desde maio de 2015.Antes de se render, Cobra Matata havia reiterado os seus dois principais pedidos: que os membros da sua milícia beneficiassem de uma amnistia geral e que reconhecessem os postos que os seus homens tinham adquirido dentro do grupo armado.O FRPI é uma das várias milícias que lutou em Ituri pelo controlo da riqueza natural, em particular pelo ouro.

 

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