Carta do leitor: Os erros de alguns licenciados…

Caro director do jornal O PAÍS, muito obrigado pela oportunidade que me dá nesta edição de Quartafeira. Na semana passada, houve uma onda de alegria e festejos, um pouco por todo o país, devido à outorga de diplomas de licenciatura.

POR:Zinga Buta, Luanda

Mas, um outro aspecto chamou-me a atenção, isto é, nas redes sociais, sobretudo. Os diplomados, antes ou depois da cerimónia, trajados com as becas, escreviam várias mensagens no Facebook e no Whatsaap. Para o meu espanto, os erros eram graves. No entanto, surgiram várias perguntas. Houve ainda quem alegou dizendo que o português para os que estudam engenharia não interessa. A discussão fez mais de uma hora e todos concordaram que era uma vergonha os novos doutores ou engenheiros escreverem mal. Depois de tantas questionou-se a qualidade dos ensinos geral e superior em Angola. Falou-se também da preguiça que muitos estudantes demonstram para aumentar os conhecimentos. Com todo o respeito, não se admite ver uma mensagem assim: “foi dificiu, lutei muinto, mais consigui, agora para o mercadu de imprego, deus no comando”. Vários problemas concorrem para a degração do ensino em Angola e, por isso, não têm medo de se exibir com o canudo escrevendo mal. Há quem diga que seja inveja. Não é. Aliás as instituições públicas ou privadas devem ser rigorosas na selecção e recrutamento de pessoal, porque com esses doutores e engenheiros será uma “morte” anunciada. Não importa a área, todo o mundo deve estudar e aprender a escrever. Porque se o novo licenciado for médico e passar mal uma receita, teoricamente mata o paciente, sendo que o farmacêutico pode, se não for atento, entregar um outro medicamento ao doente.