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Cerca de dois mil quilómetros de estradas por construir no Leste do país

A via aérea, que seria alternativa na transportação de pessoas e mercadorias, tem custos considerados elevados para a maioria dos habitantes do Leste de Angola. No entanto, a direcção regional do Instituto Nacional de estradas de Angola diz ter um plano para pôr fim a esta situação.

Mil e 800 quilómetros de novas estradas precisam ser construídas na região Leste do país, que compreende as providências do Moxico, Lunda-norte e Lunda-sul, para melhorar a circulação rodoviária, revelou o director regional do Instituto de Estradas de Angola (INEA), Rafael Muteka. Em declarações a OPAÍS, o gestor público esclareceu que actualmente a circulação é feita com muitas dificuldades devido às débeis condições dos actuais troços. Para inverter este quadro, a direcção regional do INEA elaborou um plano onde especifica as zonas onde podem ser construídos os 1.800 quilómetros de estradas, mas, até ao momento, não avança na prática, devido à falta de recursos financeiros.

Rafael Muteka explicou que o leste do país dispõe de escassos tapetes asfálticos que possam interligar não só as três províncias como as demais do país. Com isso, os habitantes das Lundas e do Moxico enfrentam sérias dificuldades para se deslocarem a outros pontos do país, o que, até certo ponto, lhes tem provocado um sentimento de isolamento. A via aérea, que seria uma alternativa na transportação de pessoas e mercadorias, tem custos considerados elevados para a maioria das populações, uma vez que não dispõem de condições para suportar os preços dos bilhetes de passagens de ida e volta, que andam acima dos 90 mil Kwanzas.

No entanto, face a essa situação, Rafael Muteka considera ser urgente que se execute o plano de construção da quantidade de estradas necessárias no mais curto espaço de tempo, no sentido de se aproximar o Leste de outras parcelas do território nacional. “São preocupações que já submetemos para a apreciação do Ministério da Construção que espera por um momento economicamente bom para dar respostas às nossas preocupações. O Leste carece de mais estradas para estar ligado ao resto do país e, com isso, melhorar a circulação e a qualidade de vida das pessoas”, frisou.

800 quilómetros danificados

Por outro lado, Rafael Muteka deu a conhecer que, ainda na região Leste do país, existem outros 800 quilómetros de estradas que precisam de reparação por apresentarem elevado estado de degradação, além das 1.800 que carecem de construção. Dentre as vias mais preocupantes, o responsável apontou as Estradas Nacionais 240 (Dala- Casais-Muconda), 171 (Cacolo- Cucubi-Xassengue), 170 (Dala-Luma Cassai), 172 (Morieis- Chiluage-Cassai Sul) e 230 (Saurimo-Malange). Esta última, considerada a porta do Leste, é, segundo o responsável, a que carece de melhorias urgentes por ser a principal via de acesso à região. Tal como referiu, sobretudo com o aproximar da época chuvosa, a situação torna-se alarmante e os automobilistas enfrentam sérias dificuldades de locomoção. Contudo, Rafael Muteka disse já existirem planos concretos de reabilitação destes troços que estão à espera igualmente de financiamentos, de forma a devolver a mobilidade de pessoas e bens com mais segurança e conforto na região Leste. “Em algumas vias estamos a fazer trabalhos paliativos, porque ainda não temos condições para uma efectiva intervenção. No entanto, temos esperança de que em breve receberemos bons indicativos, até porque são necessidades que já são do conhecimento das estruturas superiores”, concluiu.

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