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ISPGS licencia primeiros formandos do Namibe e da Huíla

Alguns dos recém-licenciados manifestaram um misto de sentimentos de alegria e de tristeza, porque, depois dos quatro anos de luta na formação, terão agora de enfrentar um outro desafio: o da procura pelo primeiro emprego em época de crise, ou seja de fecho de empresas

POR: João Katombela, na Huíla

Trezentos e 91 cidadãos formados nos variados cursos ministrados no Instituto Superior Politécnico Gregório Semedo (ISPGS) residentes nas províncias da Huíla e Namibe receberam os seus diplomas de licenciatura. Durante a sua intervenção, o director- geral do Instituto, Rui Manuel Fialho Franganito, disse que a outorga de diplomas e certificados aos licenciados constitui o resultado dos investimentos feitos no capítulo formativo e na expansão universitária.“Foi um enorme percurso. Os altos e baixo que tivemos nunca afectaram os nossos desideratos e objectivos como academia, cuja principal missão teve sempre a sua sustentabilidade na qualidade do eixo ensino-aprendizagem, promoção científica e dinamização da extensão universitária, de acordo com os mais rigorosos padrões de qualidade e em cumprimento das diretrizes do Ministério de Ensino Superior Tecnologia e Inovação”, disse.

Os 391 licenciados estão distribuídos nos cursos de Ciência Política e Administração do Território, Comunicação Social, Direito, Engenharia Informática, Gestão Comercial e Marketing, Gestão de Recursos Humanos, Informática de Gestão, bem como Organização e Gestão de Empresas. Por seu turno, o promotor da Intelectus, empresa proprietária do Instituto Superior Politécnico Gregário Semedo, exortou os recén- graduados a despirem-se da vaidade que o canudo pode proporcionar. José Semedo explicou que nos últimos tempos instituições públicas e privadas têm vindo a pautar pela exigência de certas qualidades, como é o caso do saber fazer e o saber ser, ao invés dos títulos. “Em face da globalização e da competição interna e internacional, bem como da livre circulação de pessoas e particularmente as organizações políticas, económicas, produtivas e sociais, tendem a valorizar e priorizar cada vez mais o saber fazer do que o diploma ou título académico”, frisou. Acrescentou de seguida que “mesmo no nosso país, essas organizações começam a preferir o quadro dotado de capacidade e habilidades técnico-profissionais ao quadro licenciado ou titulado”, explicou.

Entretanto, para muitos licenciados, esta é a conclusão de uma etapas de suas vidas, a da formação, no entanto, vislumbram pela frente grandes desafios. António Faria Wanandenda, do curso de Gestão de Recursos Humanos, revelou que, apesar de ser já empregado no sector da Educação, ainda espera um grande desafio. “É uma grande satisfação, fui formado em Gestão de Recursos Humanos, é uma área muito distinta da área em que trabalho, sou professor, mais, ainda assim, penso que é possível conciliar”, revelou. Já Arminda Chitongo, do curso de Informática de Gestão, disse estar tomada por um misto de sentimentos de satisfação e de tristeza, ao mesmo tempo. Isso porque, depois dos quatro anos de luta pela formação, terá agora de enfrentar um outro desafio: o da procura do primeiro emprego em época de crise, ou seja de demissões. “Se olharmos para a quantidade de licenciados que o país tem e sem emprego, vemos logo o desafio que nos espera na procura de emprego. Por isso, peço ao gestores públicos a deixarem-se do nepotismo, que saibam seleccionar pessoas com qualidade”. Na primeira cerimónia de outorga de diplomas, que decorreu numa nas unidades hoteleiras do Lubango, estiveram presentes várias individualidade do Governo Provincial da Huíla, com destaque para o delegado provincial da Justiça e Direitos Humanos, Guilherme Bapatista, em representação do governador João Marcelino Tyipinge.

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