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China denuncia lógica “irresponsável e absurda” de Trump sobre a Coreia do Norte

Pequim criticou nesta Quinta-feira a lógica “irresponsável e absurda” dos Estados Unidos sobre a Coreia do Norte, um dia depois de o Presidente americano Donald Trump ter afirmado que a China “dificulta muito” a relação com Pyongyang.

Trump acusou na Quarta-feira a China de complicar a relação de Washington com a Coreia do Norte, num momento em que as negociações sobre a desnuclearização norte-coreana estão estagnadas e depois de suspender uma visita a Pyongyang do seu secretário de Estado, Mike Pompeo, prevista para esta semana. “Ao alterar a verdade e na lógica irresponsável e absurda, os Estados Unidos são os campeões do mundo”, afirmou a porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Hua Chunying, ao ser questionada sobre as palavras de Trump.

“Washington deveria olhar-se ao espelho antes de criticar os demais”, completou. “A China dificulta muito a nossa relação com a Coreia do Norte”, disse Trump, Quarta-feira na Casa Branca, embora tenha destacado que os seus vínculos com o Presidente chinês, Xi Jinping, são “grandiosos”. O Presidente americano reconheceu que “parte do problema norte-coreano é causado pelas disputas comerciais (dos Estados Unidos) com a China”. Também ressaltou a sua “relação fantástica” com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, com quem se reuniu em Singapura em Junho. Trump disse que não considera retomar os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, que Pyongyang considera “provocatórios”.

Aliados

A China é o único aliado de peso de Pyongyang e a principal rota para os bens que entram na Coreia do Norte. Trump sugere que Pequim aliviou a sua pressão sobre o regime de Kim, em resposta às tarifas impostas por Washington aos seus bens. “Sabemos que a China dá à Coreia do Norte uma ajuda considerável, que inclui dinheiro, combustível, fertilizantes e outros produtos básicos. Isso não é útil!”, twittou o Presidente. Sobre o tema dos exercícios militares, que os Estados Unidos suspenderam como uma medida de “boa fé” depois do encontro de Trump com Kim, o Presidente disse que “não existe razão neste momento para gastar grandes quantidades de dinheiro em jogos de guerra conjuntos entre os Estados Unidos e Coreia do Sul”, antes de acrescentar que as manobras poderiam ser retomadas em caso de necessidade.

As declarações do Presidente americano correram um dia depois de o secretário da Defesa, Jim Mattis, ter dito que o Pentágono não planeia suspender mais exercícios militares, antes de recuar Quarta-feira, e afirmar que “não foram tomadas decisões” a respeito. Em Junho, Trump e Kim expressaram o compromisso de alcançar a “completa desnuclearização da península coreana”. Mas os esforços permaneceram estagnados nos últimos dias e, semana passada, Trump ordenou o cancelamento de uma visita de Mike Pompeo a Pyongyang. Pompeo declarou, Terça-feira, que Washington quer prosseguir com os contatos “quando ficar claro que o Presidente Kim está pronto para cumprir os compromissos que assumiu na reunião de Singapura com o Presidente Trump para desnuclearizar por completo a Coreia do Norte”.

Alterar a relação

Segundo o site de notícias americano Vox, na reunião de Junho, Trump comprometeu-se assinar uma declaração para acabar com a Guerra da Coreia, mas agora a situação entre os dois países está num impasse sobre quem cumprirá primeiro os compromissos. Quarta-feira, a porta-voz do Departamento de Estado Heather Nauert disse aos jornalistas que Washington acredita que “a desnuclearização deve ocorrer antes de chegarmos aos demais compromissos.

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