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Nga Sakidila Presidente José eduardo dos Santos

“Não é uma substituição fácil, nem tão-pouco me parece uma substituição possível, é apenas uma substituição necessária.” (Discurso de tomada de posse do Presidente José Eduardo dos Santos, em 21 de Setembro de 1979)

POR: Alexandre Chivale

Dentre vários factos marcantes nos últimos 12 meses, o que elegi para esta ocasião é, certamente, a passagem de testemunho entre o presidente José Eduardo dos Santos e o Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, chefia do Estado e na liderança do MPLA. Isto marca uma verdadeira e exemplar transição geracional, baseada nos slogans “Melhorar o que Está Bem e Corrigir o que Está Mal” e “Com a força do Passado e do Presente, Construamos um Futuro Melhor.” Pode parecer algo trivial ou um mero jogo de palavras, mas priorizar em melhorar o bem que se fez e depois corrigir o mal existente ou ainda, basear-se na força e coragem dos heróis de Fevereiro, do Guia Imortal e nos feitos do MPLA pós-Independência, revela o compromisso e a necessidade de proceder a uma renovação na continuidade, mantendo o partido no poder a visão de ser o povo e priorizar a resolução e dos problemas do povo. É que, chamado a liderar o MPLA e concomitantemente Angola, em 1979, estando viva “a memória inolvidável do guia da Revolução Angolana, fundador da Nação e do MPLA-Partido do Trabalho, Presidente Dr. António Agostinho Neto”, José Eduardo dos Santos jurou defender “com todas as forças, a Independência, a Soberania e a Integridade da Nação”, no acto do seu empossamento. É justamente isso por que lutou o Guia Imortal, pelo que o Presidente dos Santos continuou o legado do seu antecessor, algo que se espera de João Lourenço. José Eduardo dos Santos herdou um país fustigado por uma guerra de desestabilização excessivamente violenta, que condicionou todos os esforços tendentes a combater o subdesenvolvimento, a fome, miséria e analfabetismo, heranças do colonialismo português, com elevados requintes de uma invulgar exploração e humilhação aos donos da terra. Para tanto, com sinceridade e humildade, tendo presente o percurso político de estadista exemplar, clarividente e comprometido com o povo, José Eduardo dos Santos reconheceu que aquela não era uma substituição fácil, nem tão-pouco lhe pareceu uma substituição possível, sendo apenas uma substituição necessária. Aliás, o Presidente dos Santos inspirou-se na visão “Pai da Nação” como “fontes inesgotáveis de inspiração para os membros do partido”, sem esquecer o ”vigoroso redobrar de determinação e de firmeza para levar a bom termo a obra por ele iniciada: a construção da sociedade socialista em Angola, assente em princípios marxistas-leninistas”. Tendo elegido a coesão, a pureza ideológica, a presença maioritária da classe operária, a presença significativa da classe camponesa, e a ascensão de operários à direcção como paradigma de actuação do MPLA, José Eduardo dos Santos inculcou no seio dos camaradas a ideia de que os órgãos executivos do aparelho central do partido, o Bureau Político e o Secretariado do Comité Central deveriam reganhar um dinamismo crescente que permitisse “dar continuidade às modificações iniciadas no aparelho do Estado, com o objectivo de garantir a protecção de cada cidadão, a segurança e a estabilidade nas nossas fronteiras, o saneamento da situação económica e financeira, o aumento da produção e da produtividade do trabalho e a elevação do nível de vida do povo”. Só assim é que perante uma guerra fratricida movida pela UNITA, sob beneplácito de países com interesses em Angola, a implementação da disciplina partidária permitiu reforçar a unidade nacional e a defesa da revolução e da integridade territorial. Com empenho, sagacidade, espírito dialogante e diplomático, sob direcção do Presidente dos Santos, Angola conquistou a paz, num processo que custou sangue, suor e lágrimas aos melhores filhos da pátria, relançando o país para patamares de desenvolvimento jamais vistos, motivo de orgulho nacional e inspiração para muitos países de África e do Mundo. Assim é que me parecem ser injustas as críticas que se fazem a José Eduardo dos Santos e ao MPLA, pois ambos têm consciência de que muito ficou por se fazer, apesar do hercúleo esforço empreendido para reerguer dos escombros um país com enorme potencial em petróleo, diamantes, agricultura e turismo, entretanto martirizado pela guerra. Sendo verdade que o MPLA está no poder há 43 anos e José Eduardo dos Santos esteve por 38 anos, nunca se deve olhar para estes números olvidando as vicissitudes próprias da construção da nação angolana. Em verdade, apesar de formalmente conquistada a 11 de Novembro de 1975, a Independência que permitiu a livre circulação de pessoas e bens só foi alcançada em 4 de Abril de 2002, como resultado dos Acordos de Luena. Portanto, se for para avaliar o desempenho dos sucessivos governos do MPLA, o ponto de partida tem de ser necessariamente 2002, tendo presente o nível de destruição a que foi votado o país. E não restam dúvidas que em 15 anos o desempenho tem de ser indubitavelmente positivo, pois em 27 anos a agenda principal era garantir a manutenção da soberania e inviolabilidade das fronteiras, de Cabinda ao Cunene, a ordem, segurança e tranquilidade públicas. Por outro lado, José Eduardo dos Santos teve a árdua missão de dirigir o processo de reconstrução de uma nação, o restabelecimento das instituições, de modo a que em 2008 o país estivesse pronto para realizar as eleições. É também notável o facto de em 6 anos ter sido possível garantir esses feitos, devolvendo ao país a sua normalidade institucional. Assim é que, sucessivamente, em 2012 e 2017 Angola realizou eleições que têm merecido elogios de diversos quadrantes, pelo seu carácter exemplar, livre e transparente. E o país que Dos Santos, o Arquitecto da Paz, deixou para João Lourenço, seguramente o Arquitecto da Nova Angola, não é o perfeito, mas é motivo de orgulho dos angolanos e não só. José Eduardo dos Santos provou que substituir Agostinho Neto não era fácil nem possível, porque até hoje o legado do guia Imortal está presente em toda extensão da actuação dos angolanos. Mas é certo que apesar dos inevitáveis constrangimentos, Angola já não é o país de quem se fala, mas o país com quem se fala, graças à sábia, visionária e clarividente liderança do Presidente dos Santos. Por tudo isso é justo dizer em alto e bom som: NGA SAKIDILA PRESIDENTE JOSÉ EDUARDODOS SANTOS

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