loader

Queirós Figueira: “Esta será uma peregrinação dedicada aos jovens”

Perspectivando-se mais uma edição de Peregrinação ao Santuário da Nossa Senhora da Muxima, o porta-voz da Diocese de Viana, padre Queirós Figueira, faz um balanço dos preparativos do evento que este ano será dedicado aos jovens e sobre a construção da nova Basílica, e destaca novidades, tais como um show gospel

Quais são as espectativas para a peregrinação 2018?

As espectativas para a diocese são grandes, porque é sempre uma alegria celebrarmos ou participarmos desta peregrinação (ao Santuário Nossa Senhora da Muxima).

Os desafios são vários, tendo em conta que a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) convida-nos a reflectir sobre a juventude.

A Igreja Universal está a realizar um sínodo sobre a juventude, por isso, é com espectativa que se celebra este evento, colocando os jovens no centro das nossas reflexões e meditações pastorais incluídas.

É com grande alegria que se organiza esta actividade, e procuramos envolver os jovens, desde a pastoral, dando algum espaço a estes, porque são eles que vão dirigir o terço, nesta edição, e ajudarão a nível do voluntariado através dos Escuteiros.

Nesta peregrinação, acima de tudo, colocaremos o jovem no centro das atenções para que eles consigam alcançar aquilo que são os seus propósitos.

Como andam os preparativos para esta edição?

Os preparativos têm andado bem. Foram criadas duas comissões, uma pelo Governo Provincial de Luanda, liderada pelo vice-governador para a Área Social, e a outra pela Diocese de Viana.

O próprio Bispo da Diocese tem estado em comunhão, trabalhando para que o evento corra da melhor maneira possível. Enquanto igreja, nós assumimos da parte litúrgica e celebrativa, e o Governo ocupa-se do asseguramento dos peregrinos, com o envolvimento da Polícia, serviços médicos e Serviços de Protecção Civil e Bombeiros. A limpeza e a água também é da responsabilidade do Governo. Enfim, digamos que estamos organizados a 95%.

Quais são as inovações comparando às edições anteriores?

Há sempre inovações, por exemplo, este ano teremos um convidado especial, que é o Bispo da Diocese de São Tomé e Príncipe, que presidirá as celebrações à Mamã Muxima. Também haberá uma vigília um pouco mais prolongada, das 22h30 até a 1h da manhã. Teremos ainda mais duas horas de show gospel com o cantor Miguel Buila que vai animar a parte final da vigília.

Em que pé está a construção da Basílica?

A construção da Basílica é da responsabilidade da Presidência da República, por isso, no momento oportuno vamos avançar mais informações. O início das obras está bem encaminhado, mas está dentro do projecto da Presidência, e não temos mais detalhes para avançar a este respeito.

O que mudou com o pronunciamento do novo presidente?

Enquanto cristãos, nos alegramos. Enquanto igreja Diocesana que somos, entendemos que o santuário é de todo o país, por isso, nós queremos que essa obra se realize para incentivar aquilo que podemos chamar turismo religioso, que acima de tudo se impõe, para fomentar cada vez mais esta devoção à Nossa Senhora.

No tempo de guerra os Bispos da CEAST colocaram o país na mão da nossa Senhora, por isso rezamos incansavelmente para que este projecto se concretize. Onde será erguida a nova Basílica.

O actual santuário será destruído ou será construído num outro noutro espaço?

Segundo o projecto que nos foi mostrado, a igreja antiga fica, porque é o santuário como está em Fátima (Portugal). Vai nascer uma basílica nova naquele pátio que será totalmente reformulado. A vila toda será partida e requalificada. A população será colocada ao longo da entrada da vila no bairro novo que foi construído. Portanto, não se vai mexer na igreja antiga, porque aquele santuário tem mais de cinco séculos e não pode ser mexido.

Quais são as vantagens da construção da nova Basílica?

É dar importância àquilo que se tem feito e o que Maria fez por este país. Vamos dignificar e valorizar aquilo que a igreja fez e vai fazendo. O santuário da Muxima, a nível da África Subsariana, é o mais antigo e terá seu grande valor naquilo que é a devoção popular do próprio continente africano.

O povo angolano é mariano e tem Maria no coração. Com a construção dessa basílica poderemos valorizar cada vez mais aquilo que é a importância que temos desta devoção mariana neste país.

Últimas Notícias