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Trump quer cancelar os aumentos salariais para funcionários federais em 2019

O Presidente norte-americano, Donald Trump, transmitiu ontem ao Congresso a sua intenção de cancelar o aumento salarial dos funcionários federais, previsto para 01 de janeiro, pela necessidade de colocar o país “num rumo fiscal sustentável”.

“Temos de continuar os nossos esforços para colocar a nossa nação num rumo fiscal sustentável e os orçamentos federais não conseguem sustentar tais aumentos”, disse Donald Trump numa carta dirigida aos líderes republicanos no Senado, Mitch McConnell, e na Câmara dos Representantes, Paul Ryan. Na carta, Trump argumentou que o aumento previsto no orçamento federal do próximo ano, que supõe um aumento salarial de 2,1%, custaria cerca de 25 mil milhões de dólares (21,4 mil milhões de euros) para os cofres federais. “Eu decidi que para o ano de 2019 tanto os aumentos gerais como os pontuais serão zero”, anunciou Trump.

Segundo o Presidente, esta decisão “não terá qualquer efeito material quando se tratar de atrair ou reter mão de obra federal altamente qualificada”, embora tenha evitado detalhar as razões para tal resolução. O porta-voz do Comité Nacional Democrata, Daniel Wessel, reagiu, em comunicado, acusando o chefe de Estado de ter dado “uma nova bofetada” aos trabalhadores norte-americanos. “Trump fez disparar o défice com os seus enormes cortes de impostos para as grandes empresas e para os ricos, enquanto as famílias não levaram nada”, criticou Wessel, referindo-se à nova lei fiscal aprovada pelo Congresso em Dezembro passado. No início de Agosto, o Departamento do Tesouro reconheceu que o défice orçamental dos Estados Unidos em Julho totalizou 76,8 mil milhões de dólares (65,8 mil milhões de euros), 79% a mais do que no mesmo mês de 2017. “Perante a situação fiscal que a nossa nação enfrenta, o salário dos funcionários federais deve ser baseado no seu desempenho e estar alinhado com a contratação estratégica”, concluiu Trump.

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