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Cem pessoas morreram de SIDA num trimestre na Huíla

Um total de 101 pessoas morreram no segundo trimestre deste ano, vítimas do Vírus de Imunodeficiência Humana (VIH), que causa a SIDA, na Província da Huíla, segundo os dados da Direcção Provincial de Saúde Pública

POR: João Katombela, na Huíla

As vítimas desta doença são maioritariamente as mulheres, com idades compreendidas entre os 14 aos 50 anos de idade, também pelo facto de muitos pacientes não aderirem ao tratamento mesmo depois de lhes ter sido diagnosticada tal enfermidade. De acordo com o Supervisor do Programa de Luta Conta a SIDA, da Direcção Provincial de Saúde Pública, Levi Gomes, houve um ligeiro aumento no índice de óbitos relativamente ao ano passado. Entre as vítimas mortais constam igualmente algumas crianças e mulheres grávidas, com principal incidência para os municípios do Lubango, Caluquembe e Matala. “No ano passado tivemos o registo de 87 óbitos neste período e este ano o número subiu para 101 óbitos. Deste número de óbitos tivemos cinco crianças, 62 mulheres não grávidas, 32 homens e duas mulheres grávidas”, reforçou.

Destas mortes, acrescentou Levi Gomes, cinco foram registados na faixa etária dos cinco aos 14 anos, 21 na faixa dos 15 ao 24, 59 na faixa dos 25 a 49 anos e 16 foram registados acima dos 50 anos. O supervisor do Programa de Luta Contra a SIDA da Direcção da Saúde Pública na Província da Huíla informou que o município do Lubango lidera a lista com o maior número de óbitos, cuja taxa está cifrada nos 85,2 por cento, seguido do município de Caluquembe com 7,9 por cento. O aumento de óbitos, no entender do supervisor do Programa de Luta contra a SIDA, deve-se ao abandono do tratamento por parte de muitos dos pacientes, associado à discriminação.

“Há pessoas que não chegaram a fazer o tratamento antirretroviral, fizeram o teste e desapareceram. Alguns começaram o acompanhamento, mas depois decidiram não comparecer às consultas. Por outra, também vem a chegada tardia de alguns pacientes às unidades hospitalares. Muitos pacientes sabem do seu estado serológico mas não comparecem às consultas”, explicou. Para se inverter o quadro, acha ser necessário proceder o trabalho de sensibilização para que as pessoas saibam da importância do tratamento e das vantagens do mesmo. A Direcção de Saúde Pública está a desenvolver tal trabalho envolvendo vários parceiros, de forma a se acabar com a discriminação que tem estado a contribuir para o aumento de óbitos , bem como a sensibilização para a realização dos testes voluntários.

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