“Inspectores não devem criar dificuldades aos empregadores”, defende secretário de Estado do Trabalho

O trabalho dos inspectores deve ser sempre com base no cumprimento das leis do país, de forma a proporcionar um ambiente laboral favorável entre empregados e empregadores

O secretário de Estado da Administração Publica, Trabalho e Segurança Social, Manuel Moreira, defendeu ontem uma maior actuação dos serviços provinciais da Inspecção Geral do Trabalho de forma a fazer cumprir a lei e a protecção dos trabalhadores angolanos, sem, contudo, criarem dificuldades aos empregadores.

Segundo o governante, que falava em Malanje durante o acto de empossamento de novos inspectores provínciais, o trabalho dos inspectores deve ser sempre com base no cumprimento das leis do país, de forma a proporcionar um ambiente laboral favorável entre empregados e empregadores, evitando assim práticas erradas que podem pôr em causa a credibilidade do órgão que representam. De acordo com o responsável, muitos inspectores têm criado dificuldades aos empresários e empresas para ganharem dividendos, situações que vão desmotivando o desenvolvimento de algumas empresas.

“Se os inspectores vão às empresas para extorquir, então não estamos a contribuir para o desenvolvimento económico do país. Uma das grandes bandeiras da actual governação é o combate à corrupção. E os inspectores devem ser os primeiros agentes neste sentido”, atestou. Para Manuel Moreira, uma acção negativa de um inspector pode causar estragos grandes às famílias e ao Estado. Por isso, referiu, os inspectores, enquanto representantes do Estado junto das empresas, durante a sua actuação devem fazê-lo sem vaidade para evitar que haja situações embaraçosas.

“Os inspectores do trabalho não devem dificultar a vida das empresas para evitar que haja mais desemprego, menos investimentos e mais delinquentes nas ruas. A actuação deve ser sempre pedagógica” Durante a sua estadia na província de Malanje, Manuel Moreira visitou uma série de infra-estruturas do seu ministério como centros de formação, a Inspecção- Geral do trabalho, o SIAC e o Instituto provincial de segurança social.