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Trocas comerciais entre EuA e Angola baixam de usd 20.9 mil milhões para 2.6 mil milhões

As trocas comerciais entre Angola e os EuA têm vindo a baixar exponencialmente, partindo do pico de uSd 20.9 mil milhões registado em 2008 para situar-se nos finais de 2017 em uSd 3.4 mil milhões

Texto de: Borges Figueira

O presidente da Câmara de Comércio Americana (AmCham-Angola), Pedro Godinho, informou nesta Sexta-feira, em Luanda, que as trocas comerciais entre Angola e os EUA têm vindo a baixar consideralmente nos últimos anos, partindo do pico de USD 20.9 mil milhões registado em 2008, em que as exportações de Angola para EUA atingiram os USD 19 mil milhões e cerca de 1.9 mil milhões dos EUA para angola.

Segundo Pedro Godinho, em finais de 2017 o total das trocas comerciais entre os dois Estados situaram-se nos USD 3.4 mil milhões, período em que Angola exportou 2.6 USD mil milhões e os EUA cerca de USD 800 milhões. “Diante desta situação, a AmCham-Angola pretende contribuir para a inversão desta tendência criando as pontes necessárias para a identificação de outras áreas da economia onde as empresas americanas possamm criar parcerias sustentáveis”, disse.

De acordo com o responsável, a difusão da língua inglesa a nível nacional é um elemento chave para a consolidação de parcerias de negócios entre empresas americanas e angolanas, visto que o inglês tem sido um dos maiores obstáculos ao acesso de empresários angolanos ao mercado americano.

Face ao actual momento difícil que a economia angolana vive, a AmCham-Angola pretende atrair investimentos internos e externos, com vista a contribuir para a atracção de investimentos americanos direccionados para os diversos sectores da economia nacional, permitindo, assim, a transferência de recursos financeiros, tecnológicos e know-how, ingredientes que estimularão a criação de novos postos de trabalho, reduzindo o índice de desemprego no país, frisou. Para Pedro Godinho, a AmCham-Angola tenciona igualmente apostar na difusão da cultura de negócios americana sustentada pelas boas práticas internacionais como o compliance, a transparência e as normas plasmadas no diploma legal relativo aos actos e práticas de corrupção no estrangeiro (FCPA).

Segundo dados do departamento de estatística dos Estados Unidos, em 2017 o investimento directo estrangeiro das empresas dos EUA em Africa cifrou-se em mais de USD 50 mil milhões e Angola apenas captou USD 84 milhões, menos de um 1% do investimento directo estrangeiro da maior potência económica do mundo.

A AmCham-Angola, em parceria com a Câmara de Comércio dos Estados Unidos, irá organizar em Nova Iorque, a 24 de do mês (Setembro) em curso, o fórum de negócios Angola EUA, que será presidido pelo Presidente da Republica, João Lourenço).

O evento vai servir igualmente para o lançamento do guia de investimento de Angola, resultado da parceria entre os ministérios da Economia e Planeamento e AIPEX, que tem como objectivo apresentar as oportunidades de negócios e o potencial de recursos que o país pode oferecer aos investidores interessados.

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