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António Guterres encontrou-se em Beijing com o Presidente angolano, João Lourenço, à margem da III Cimeira do Fórum de Cooperação China-África (FOC AC -2018) aberto ontem

Os secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, considerou ontem, em Beijing, China, Angola como um dos países mais importantes no quadro africano e internacional pelo seu engajamento na defesa do multilateralismo.

Guterres, que falava à imprensa à saída de um encontro com o Presidente angolano, João Lourenço, horas antes do início da III Cimeira do Fórum de Cooperação China- África, disse que a cooperação entre as Nações Unidas e Angola é uma prioridade fundamental.

O secretário-geral espera que João Lourenço participe na semana de alto nível da Assembleia Geral da ONU com início marcado para 25 do corrente mês. “É evidente que terei o maior prazer, se o senhor Presidente nos der a honra de participar na semana de alto nível da Assembleia Geral.

Angola é hoje um dos países mais importantes no quadro africano e internacional na defesa do multilateralismo e a presença de Angola será, naturalmente, de maior relevo para nós”, frisou, acrescentando que teve uma “excelente” conversa, sobre vários assuntos de interesse mútuo, com o estadista angolano.

No quadro internacional, Angola tem apostado numa diplomacia preventiva, na resolução de conflitos e prima pela necessidade urgente de um desenvolvimento sustentável, através da promoção do investimento e da cooperação internacional.

É a segunda vez em menos de um ano que as duas entidades se reúnem. Em Novembro último, João Lourenço e António Guterres encontraram-se à margem da V Cimeira entre a União Africana e a União Europeia que decorreu em Abidjan, Côte d’ Ivoire.

Na altura, o secretário-geral das Nações Unidas destacou o papel de Angola nos esforços de manutenção da paz, na estabilidade na África Austral e na região dos Grandes Lagos. A Cimeira do Fórum de Cooperação China-África, cuja abertura foi feita pelo líder chinês, Xi Jinping, acontece pela segunda vez em solo chinês, depois de 2006.

Trata-se de uma plataforma de consultas e diálogo colectivo, cujo objectivo é o fortalecimento de consensos e aprofundamento das relações de amizade. A edição deste ano junta mais de 50 dignitários de países africanos com relações diplomáticas com a China.

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