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João Lourenço sugere aumento do investimento chinês

Chefe de Estado angolano discursou ontem na Cimeira do Fórum de Cooperação China-África e defendeu parcerias mutuamente vantajosas entre empresários chineses e angolanos

O Presidente da República, João Lourenço, sugeriu ontem, Terça-feira, em Beijing (China), o aumento do investimento directo de empresas chinesas na produção de bens de consumo em Angola.

João Lourenço, que discursava na Cimeira do Fórum de Cooperação China-África, afirmou que o aumento do investimento deverá ser feito por via de parcerias mutuamente vantajosas com empresários angolanos.

Para o estadista angolano, o entendimento deve incluir a partilha de tecnologia, conhecimento científico e a formação de quadros angolanos. Sublinhou que a nova legislação do país, nesse segmento, tornou-se mais atractiva ao investidor nacional e estrangeiro, criando um melhor ambiente de negócios.

Para assegurar o êxito desses programas bilaterais de cooperação, considerou importante que se estabeleçam mecanismos práticos. O chefe de Estado considera que esses mecanismos devem possibilitar o acesso aos recursos financeiros necessários para o sucesso das medidas de políticas estabelecidas pelas nações africanas.

João Lourenço considerou necessário que as instituições bancárias africanas e da China desempenhem um papel importante. O foco é tornar “real esta vontade política de ambos os lados, em proporcionar os recursos e desenvolver projectos que assegurem um desenvolvimento mutuamente vantajoso”.

“A soma dos cidadãos dos países que integram o FOCAC ultrapassa já cerca de um terço da população mundial”, alertou. Na óptica do estadista, esse aspecto constitui razão suficiente para se elevar a novos patamares a cooperação existente.

No primeiro trimestre do ano em curso, as trocas comerciais entre os dois países cresceram 22,4 por cento, tendo atingido USD 6.80 biliões de dólares. Neste período, a China vendeu a Angola produtos avaliados em USD 481 milhões e comprou mercadorias avaliadas em 6,32 biliões de dólares. Em 2017, o comércio entre Angola e a China cresceu 43,42% para USD 22 mil milhões, com a China a comprar mercadorias a Angola no valor de USD 20.047 milhões e a ter vendido bens no valor de USD 2.297 mil milhões.

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