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PR reage com profunda consternação ao acidente ferroviário

O Presidente da República, João Lourenço, reagiu, terça-feira, com profunda consternação à colisão de dois comboios no trajecto Lubango-Moçâmedes, que provocou 18 mortos e 14 feridos, segundo o último balanço. “Recebi com profunda consternação a notícia do acidente entre dois comboios que colidiram na rota Lubango-Namibe.

Trata-se de um acontecimento trágico, em consequência do qual várias famílias perderam os seus entes queridos, sobre cuja memória me inclino com dor e tristeza”, escreveu o Presidente da República na sua página no Twitter.

A tragédia aconteceu quando uma das locomotivas ao serviço dos Caminho-de- Ferro de Moçâmedes (CFM), que transportava granito negro, colidiu com uma outra ao serviço de uma empresa chinesa de manutenção da via.

A colisão resultou de um erro de cálculo da distância entre as duas locomotivas, que circulavam na mesma linha férrea. Esta é a primeira colisão de comboios no CFM desde que chegou pela primeira vez ao planalto da Huíla, a 31 de Maio de 1923. Trata-se, no entanto, de um segundo acidente.

Em Fevereiro deste ano, uma composição de carga já havia descarrilado na zona da Mapunda, no Lubango, sem provocar vítimas. Ontem, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, endereçou uma mensagem de condolências ao homólogo angolano, João Lourenço, na sequência do acidente .

A mensagem disponibilizada pela Presidência da República portuguesa na sua página oficial na Internet refere que, ao “tomar conhecimento” da colisão entre dois comboios, na província do Namibe, o Presidente “endereçou uma mensagem ao Presidente de Angola, João Lourenço, expressando as suas condolências por este trágico acidente, bem como a solidariedade para com o povo irmão angolano”. Segundo o director da empresa CFM, Daniel Quipaxe, o acidente ocorreu às 06:30 (mesma hora em Lisboa) de hoje e terá tido origem num erro humano.

“A colisão deu-se entre o comboio que seguia no sentido Lubango/Namibe, que transportava granito, e o que fazia a manutenção da via, sob responsabilidade chinesa, que circulava no sentido contrário [Namibe/Bibala]. Infelizmente aconteceu o acidente, que resultou em danos materiais e humanos”, disse o responsável em declarações à rádio pública angolana.

Daniel Quipaxe avançou que já está uma comissão a trabalhar para apurar as causas do acidente, mas indicou haver indicações de que se poderá ter tratado de um “erro humano” por parte de quem devia ter feito a comunicação antecipada da circulação dos dois comboios, “que não o fez no momento oportuno”. Nesta altura decorrem igualmente, trabalhos para o desencarceramento da máquina chinesa “que foi a que mais sofreu”.

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