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Roubo de mercadoria nos comboios preocupa CFB

O Conselho de Administração dos Caminhos de Ferro de Benguela mostra-se preocupado com os casos de desaparecimento de mercadorias que se registam nos vagões das composições da empresa no trajecto Lobito-Huambo, e aponta a falta de vigilância como estando na base

Texto de: Constantino Eduardo, em Benguela

Em conferência de imprensa, na cidade portuária do Lobito, o presidente do Conselho de Administração da empresa pública, Luís Teixeira, reconheceu o facto, referindo que tal se deve à falta de segurança nos vagões, todavia garante estar a afinar mecanismos para se inverter o quadro.

O CFB entende que é preciso reforçar a segurança nos comboios, de maneira que esses roubos, que preocupam, e de que maneira, os passageiros, não se voltem a repetir. Movido por denúncias e queixas de passageiros, o responsável revela que a empresa, em função do sucedido, tem indemnizado os clientes/passageiros que se vêm prejudicados.

Relativamente às denúncias de especulação de preços dos bilhetes verificados na estação do Luena, província do Moxico, Luís Teixeira salienta que o seu conselho deverá implementar um novo sistema, através de bilhética electrónica, visando controlar os bilhetes vendidos e, por conseguinte, actualizar as receitas arrecadadas.

No quadro do programa de construção de infra-estruturas, prevê-se a construção de alpendres para alojar os passageiros “na estação do Huambo, do Cuito, Camakupa e Cuimba”, disse, ressaltando que, neste momento, trabalha-se para a criação de recursos financeiros para tais empreitadas.

Este ano, o CFB recebeu 48 locomotivas novas que, numa primeira fase, em termos de exploração, embora não sejam suficientes, segundo Luís Teixeira, conferem algum conforto à empresa. Entretanto, a grande carência prende-se com a insuficiência de carruagens para suprir a demanda de passageiros.

Em média, por mês, o CFB transporta 86 mil passageiros e 7 mil toneladas de mercadorias, incluindo os minérios provenientes da RDC. Neste momento, a empresa conta com apenas 97 carruagens operacionais, um número bastante limitado e que deixa o CFB aquém da procura. Para uma resposta positiva, a empresa precisaria de, pelo menos, 250 carruagens.

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