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Feridos graves do acidente ferroviário podem ser transferidos para Luanda

Três feridos graves, dentre sete internados, do acidente ferroviário ocorrido terça-feira, no Munhino, município da Bibala (Namibe), poderão ser transferidos para unidades especializadas em Luanda, por dificuldades de realização de estudo de imagem TAC e ressonância magnética, devido a inoperância de equipamentos no hospital central do Lubango. O director clínico da unidade sanitária, Augusto Fonseca, informou hoje à Angop, no Lubango, que o quadro dos pacientes nos cuidados intensivos regista alguma melhoria, do ponto de vista neurológico, mas o hospital não tem em funcionamento os aparelhos para o estudo de imagem.
“Há a necessidade de se realizar estes exames, por serem chaves, para se verificar o que os doentes têm ao nível do cérebro e se aferir o grau de estabilidade. Apesar de terem a dinâmica respiratória e a tensão controladas, estamos a pensar na possibilidade de os transferir para Luanda”.
Quanto aos outros quatro pacientes, que se encontram na área de ortopedia, disse estarem também controlados, pois não apresentam problemas de maior, além das fracturas da tíbia e do fémur, e para as próximas 24 horas estão a ser criadas condições para serem submetidos a fixação de placas.
Entretanto, sublinhou, 15 cadáveres continuam na morgue do Hospital Central do Lubango, entre os quais de dois maquinistas de nacionalidade chinesa, a aguardar por famíliares para a respectiva identificação.
Os outros dois maquinistas angolanos foram hoje, quinta-feira, a enterrar no Cemitério Municipal de Moçâmedes (Namibe).
O acidente resultou de uma colisão entre uma composição de carga, afecta ao Caminho-de-Ferro de Moçâmedes (CFM), e outra de serviço de manutenção sob responsabilidade de uma empresa chinesa, na localidade do Munhino, município da Bibala (Namibe), resultando em 18 mortos, dos quais quatro maquinistas (dois de nacionalidade chinesa e dois angolana) e 14 feridos. Na base do mesmo esteve erro humano, admitiram responsáveis do CMF.
O troço entre Lubango e Moçâmedes é de 260 quilómetros. Este é o primeiro acidente de género no CFM desde a sua criação, pela primeira vez ao planalto da Huíla, a 31 de Maio de 1923.
No entanto, trata-se do segundo acidente, pois que, em Fevereiro último, uma composição de carga descarrilou na zona da Mapunda, sem provocar vítimas.

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