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Concerto: Barceló de Carvalho Bonga “brilhou” na Aula Magna em Lisboa

O músico, compositor e intérprete Bonga foi agraciado esta Quarta- feira, na Aula Magna, em Lisboa, por uma multidão de fãs durante um espectáculo que marcou a comemoração dos seus 76 anos.

Acompanhado pela sua banda, o cantor fez vibrar os presentes ao ritmo de temas como “Água rara”, “Kaxexe”, “Camacove”, “Cambomborinho”, “Marimbondo”, “Macongo”, “Ngana Ngonga”, “Homem do Saco”, “Frutas de vontade”, “Diakandumba”, “Mona”, “Mulemba Xangola”, “Sambila”, “Jingonça” e “Mariquinha”.

O espectáculo com a duração de aproximadamente duas horas contou com a participação dos músicos Paulo Flores, Yuri da Cunha e da cantora caboverdiana Lura. Satisfeito, Bonga agradeceu pelo carinho dos apreciadores do seu trabalho, tendo salientado que, para si, a música é tudo na vida.

No final do espectáculo, alguns fãs teceram considerações sobre a figura de Bonga, tendo o angolano Eduardo de Almeida, reformado residente em Lisboa, considerado o cantor um “revolucionário da música angolana” e que continua a elevar cada vez mais o nome de Angola, através das suas canções.

Outra reformada, Maria Gonçalvez, de 57 anos, sublinhou a maneira “energética” como o artista dá alegria e faz dançar várias gerações.

Na sua opinião, é importante que as novas gerações bebam a experiência de músicos veteranos como Bonga, porque continuam a ter espaço em palcos mundiais. Bonga criou um estilo próprio que o levou aos grandes palcos nacionais e internacionais, onde, cooperando com outros autores, sabe afirmar a especificidade da cultura do país, preservando e transmitindo mitos, sonhos e tradições, o que constitui uma garantia de preservação e valorização da identidade cultural angolana.

José Adelino Barceló de Carvalho nasceu em Porto Quipiri, na província do Bengo, a Norte de Luanda. Tem 32 álbuns, 6 vídeoclips, 7 bandas sonoras de filmes e álbuns com reedições pelo mundo.

Os seus temas têm sido interpretados por ilustres artistas, com realce para Martinho da Vila, Alcione e Elsa Soares. Acontece o mesmo em França, com Mimi Lorca, na República Democrática do Congo, com Bovic Gala, no Uruguai (Heltor Numa de Morais) e alguns artistas angolanos da nova vaga.

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