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Nuno Anderson Gomes: O negócio de polpa que faz sucesso em Luanda

É jovem, tem 30 anos de idade, faz sucesso em Luanda com sabores de polpas de frutas diversas. É sócio fundador da Polpoza, a pequena fábrica localizada no Benfica, em Luanda, que transforma fruta em polpa ultra congelada que serve para confeicção de sumos naturais, batidos, cocktails, geleias, mousses gelados, e outros

Texto de: Hélder Caculo

o sonho de empreender surgiu desde muito cedo. Mas as peripécias da vida por que passou fizeram-no atravessar várias dificuldades. O seu primeiro negócio foi vender jornais nas ruas de Luanda. Também já comercializou roupas de fardo num dos mercados da cidade capital. Mas um dia, o jovem Nuno Baio sonhou em estudar e poder trabalhar numa grande empresa, porém, o “ bichinho” do empreendedorismo falou mais alto, afinal, empreender era mesmo o seu propósito de vida, como ele mesmo afirma. Por isso, há um ano, entrou para o desafiante mundo dos negócios, fazendo sociedade com uma outra jovem empreendedora.

Com um capital inicial de Kz 250 mil e dois trabalhadores, o jovem empreendedor contou-nos, que desde o início o negócio teve aceitação imediata, mas que optou por não gastar os lucros.

“Depois das primeiras vendas, reinvestimos tudo que havíamos ganho nos primeiros 3 meses e continuamos a reinvestir praticamente tudo o que era lucro”, disse. Questionado sobre as dificuldades que atravessou, Nuno Baio explicou-nos que, no início do negócio recorreu à banca, mas sem sucesso.

Contudo, nunca pensou em desistir, foi persistente, como ensinam os grandes mestres de gestão empresarial. “Tentamos, no início, solicitar um crédito bancário, mas não cumpríamos os requisitos, aliás, os requisitos exigidos pela banca não se encaixam na realidade dos empreendedores em fase de arranque”, contou. Hoje, Nuno Baio considera-se um empreendedor abençoado por Deus, pois atribui o seu sucesso à fé, à persistência e à boa gestão.

A Polpoza é já uma referência em Luanda quando o assunto é sumos naturais, batidos, cocktails, geleias, mousses e gelados. Das frutas que a Polpoza transforma constam morango, maracujá, ananás, múcua, gajaja, goiaba e limão.

“Compramos a fruta aos camponeses de diversas regiões, o que ajuda os mesmos a escoarem os produtos com facilidade, levamos para a fábrica onde, através de máquinas, separamos as cascas dos caroços e depois de embalada é ultra congelada e, finalmente, comercializada para estabelecimentos hoteleiros e particulares”, explicou Nuno Baio. Revelou que para poupar dinheiro e investir mais, a pequena fábrica conta com 8 hectares de maracujá plantado.

Postos de trabalho e sonhos

A pequena fábrica, que começou com apenas dois trabalhadores, hoje já criou mais seis postos de trabalho directos e vários indirectos.

O jovem, ambicioso, pensa chegar mais longe. Numa primeira fase pensa em levar o sabor das frutas para outras regiões do país e a médio prazo iniciar a exportação de polpa de fruta para a Ásia e Europa. Inclusive revelou que já tem tido algumas solicitações de potenciais parceiros no exterior.

“O meu sonho é deixar para a geração seguinte uma sociedade melhor do que a que encontrei, uma sociedade digna e sem miséria; e tenho a certeza que a força da nossa juventude é a única ferramenta que poderá tornar isso possível.

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