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Shoprite encerra a única loja do município da Matala

O encerramento da loja da rede Shoprite no município da Matala, província da Huíla, pode contribuir para a deterioração de elevadas quantidades de produtos do campo naquela região agrícola

Texto de: João Katombela, na Huíla

Desde 30 de Agosto passado, o supermercado Shoprite encerrou as portas no município da Matala, deixando os munícipes privados do único estabelecimento comercial que oferecia produtos de qualidade e servia igualmente para o escoamento da produção do perímetro irrigado. Para muitos homens do campo que no estabelecimento comercial tinham o canal para a comercialização dos seus bens, o enceramento da Shoprite na municipalidade poderá causar a deterioração dos produtos, principalmente a batata-rena.

Vladimir Fernandes, proprietário de 15 hectares de terra no perímetro irrigado da Matala, lamenta o facto, numa altura em que já iniciou a fase de colheita da batata-rena. “É uma tristeza, porque a Shoprite fazia o escoamento dos nossos produtos. Produzimos para vender e o encerramento da Shoprite só vai trazer prejuízos.

Vamos tentar encontrar outra forma de escoar, mas muitas toneladas de produtos do campo vão deteriora-se”, lamentou. Para evitar grandes perdas na produção, os camponeses defendem a criação de mercados rurais e o estabelecimentos de preços que se ajustem aos custos de produção.

O encerramento do único supermercado no município da Matala preocupa os habitantes da sede municipal, pois era a fonte para aquisição de produtos de qualidade.

Isabel Mande, de 23 anos de idade, revelou que não receberam qualquer informação da gestão do estabelecimento sobre o seu encerramento, e agora resta-lhes apenas o mercado paralelo. “Até agora, ninguém sabe nada sobre o encerramento da Shoprite. Entretanto, não há nada a fazer. Temos de nos conformar com o mercado paralelo, onde os produtos não são bem conservados” lamentou.

Com o encerramento da loja da rede Shoprite, empresa sul-africana, mais de 20 cidadãos nacionais, maioritariamente jovens daquele município da província da Huíla, caíram no desemprego. Para saber das razões que levaram ao encerramento da loja da Matala, OPAÍS contactou o seu gerente, tendo este recusado prestar declarações, alegando falta de autorização da sua direcção-geral.

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