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Sindicato dos formadores recua na greve e chega a acordo com entidade patronal

O Sindicato Nacional dos Formadores (SINFORMA) decidiu cancelar a greve nacional que estava prevista para ontem depois de um acordo de compromisso assinado com o Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional – INEFOP, na qualidade de entidade patronal.

Texto de: Domingos Bento

Os sindicalistas reivindicam melhorias nas condições de trabalho e o pagamento de subsídios. Ontem, durante o encontro entre as duas partes, Adelino Moreira Francisco, presidente do SINFORMA, disse que, com o cancelamento da greve, os formadores, a nível nacional, regressam hoje às salas formativas e ao processo normal de formação, aguardando assim pelo cumprimento das promessas da entidade empregadora.

Dentre as reivindicações que o SINFORMA apresenta, Adelino Moreira Francisco fala do pagamento dos subsídios de risco e de exclusividade referentes a 16 meses; pagamento de salários aos formadores de Cabinda; apetrechamento de algumas unidades formativas e ainda a actulização das categorias dos formadores.

Conforme explicou, há muito que o sindicato vem exigindo o cumprimento destas condições, mas não lhes eram dados ouvidos. Por esta razão, viram a greve como a solução mais acertada, que apenas foi cancelada depois de um acordo entre as partes que prevê a resolução das preocupações, nos próximos dias. “Primeiro, ficou acordado que os subsídios serão pagos dentro de dez dias.

A entidade patronal acordou igualmente em apetrechar os centros de formação. Com esses compromissos firmados, achamos por bem cancelar a greve e retomar as salas formativas, aguardando assim que tudo se revolva”, frisou. Por seu lado, o director-geral do INEFOP, Manuel Mbangui, fez saber que a sua instituição vem dialogando com o sindicato e entende não haver motivos para uma greve porque, do caderno reivindicativo apresentado, apenas dois pontos ficaram por resolver.

Tal como refere, na passada Sexta-feira tinham sido feito o pagamento de parte dos valores dos subsídios reivindicados. E também, os outros pontos do caderno reivindicativo já constam no plano de acção da sua instituição e estão a merecer a devida atenção e resolução prática. “Embora o sindicato tenha dado um período muito curto para o pagamento dos retroactivos dos seus filiados, ainda assim entendemos que era possível aceitar e efectuar tais pagamentos num período de dez dias úteis.

Quando assumimos a direcção do Instituto tínhamos noção dessas preocupações, por isso, sentamos e achamos por bem materializar os propósitos”, explicou. Relativamente ao apetrechamento das unidades formativas, Manuel Mbangui fez saber que esta é uma preocupação que vem sendo resolvida e por isso também não entende as razões que levaram o sindicato a utilizar como mote para a greve.

Revelou que, apesar das dificuldades financeiras, desde o início deste ano tem-se trabalhado com vista a se repor os equipamentos e materiais consumíveis nos centros para garantir melhores condições de trabalho aos formadores.

“Temos consciência de que, se queremos melhorar a formação profissional, temos de apostar na disposição dos meios. Por isso é que também estamos a melhorar as competências dos formadores, por via de sessões de formações, de forma a proporcionar e agregar mais valores a estes profissionais”, atestou.

500 Formadores serão admitidos

Por outro lado, Manuel Mbangui deu a conhecer que, no próximo ano, a sua instituição vai recrutar cerca de 500 formadores no âmbito da realização de um concurso público que vai ser aberto com vista a agregar mais recursos humanos ao quadro de pessoal do INEFOP. Aquela instituição conta com mais de 1600 formadores a nível nacional.

De acordo com o responsável, neste momento está-se a preparar as condições para que este processo possa decorrer de forma justa e transparente e garantir assim maior qualidade no sistema nacional de formação profissional.

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