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Accionistas do ex-BESA desmentem Álvaro Sobrinho e pedem intervenção do BNA e da PGR

Os accionistas ex-BESA, actual BE, instituição financeira que resultou da reestruturação do antigo Banco Espírito Santo Angola (BESA), desmentiram as declarações de Álvaro Sobrinho proferidas na Terça-feira, 11, em entrevista que concedeu à Televisão Pública de Angola (TPA)

Num comunicado de imprensa a que OPAÍS teve acesso, os accionistas do ex-BESA consideram falsas e caluniosas as afirmações de Álvaro Sobrinho e instam a intervenção do Banco Nacional de Angola e da Procuradoria Geral da República, de modo a se esclarecer o contraditório. No documento, os accionistas refutam as várias declarações do antigo presidente do BESA e afirmam que não houve qualquer decisão política na falência do banco.

Os accionistas alegam que os erros de Álvaro Sobrinho na gestão do antigo banco e “os dinheiros que para si retirou”, estiveram na base da falência daquela instituição financeira. Por exemplo, “ao citar o engenheiro António Paulo Kassoma como tendo intervenção, naquela altura (20013 – 2014) na qualidade de Secretário-Geral do MPLA, o senhor Álvaro Sobrinho sabia que estava a mentir, porquanto o engenheiro António Paulo Kassoma apenas ascendeu a esse cargo em 2016 na sequência do VII Congresso Ordinário do MPLA”, afirmam.

Os accionistas do BE acusam Álvaro Sobrinho de ter feito transferências para contas suas e de familiares e amigos, nomeadamente a Ocean Private, Wayd Capital ou inovHolding. Revelam ainda que com a falência do BESA se viram obrigados a assumir grandes perdas no investimento que haviam realizado.

“Mentiu o senhor Álvaro Sobrinho, sobre a suposta falta de solidariedade dos accionistas quando, em 2012, o BESA, face ao recurso excessivo ao redesconto e às dificuldades no mercado interbancário, foi objecto de reunião promovida pelo Governo de Angola, representado pelo Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil, Carlos Maria Feijó, e em que participaram o ministro das Finanças, Carlos Alberto Lopes, o director da Unidade de Gestão da Dívida Pública do Ministério das Finanças, Carlos Panzo, os accionistas angolanos e o presidente da Comissão Executiva do BESA”, lê-se no documento.

Recuando no tempo, os accionistas do BE afirmaram que Álvaro Sobrinho viu os seus argumentos defendidos pelos accionistas angolanos face à posição do BNA na altura. “Felizmente, o actual governador do BNA, José de Lima Massano, desempenhava, à data dos factos, a mesma função, tendo tomado parte da referida reunião, pelo que é fonte idónea para a confirmação do que ocorreu”, detalham os accionistas.

O BE socorreu-se de dois comunicados dos bancos centrais de Portugal e de Angola, dos quais citam o que resolveram chamar de “passagens reveladoras das consequências das acções de gestão danosa protagonizadas pela mesma pessoa que, perante as câmaras da televisão pública, não se coibiu, com motivações inconfessas, de tentar enlamear os nomes de pessoas e entidades que lesou com as suas falsas declarações” No fim do comunicado, os accionistas referem que a falência do BESA não foi motivada por motivos políticos: “Conclui-se com isso que não houve qualquer decisão política para decretar a falência do BESA, como foi dito pelo senhor Álvaro Sobrinho. Decorrendo sim, dos erros da sua gestão e dos dinheiros que para si retirou, sendo esta uma questão de sua exclusiva responsabilidade”. HC

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