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Angola agradece gesto da África do Sul na transladação das ossadas do general “Ben Ben”

O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos Francisco Queirós, agradeceu hoje, em nome de Angola, o governo da África do Sul e o Presidente Ramaphosa por terem correspondido ao pedido do Presidente João Lourenço, no sentido de serem transferidos os restos mortais do general Arlindo Chenda Pena para Angola, sua Pátria.
Falando, na cidade de Pretória, no acto oficial que marcou a transladação dos restos mortais do general Ben Ben, o governante disse que “o gesto do governo da África do Sul está em linha com os profundos laços de amizade que unem os povos de Angola e da África do Sul”.
Francisco Queirós destacou a concessão de todas as facilidades para a realização a cerimónia fúnebre, que considerou “de grande dignidade para a memória de um general das Forças Armadas Angolanas e para a honra da Pátria Angolana”.
O ministro anolano disse ainda que a transladação dos restos mortais do general Arlindo Chenda Pena “corresponde à vontade do Presidente João Lourenço no sentido de reconciliar a grande família angolana e reforçar a unidade de todos os angolanos”.
O ministro Francisco Queirós disse tratar-se sobretudo de um acto humanitário para com a família do general Arlindo Pena, especialmente a sua a mãe que “manifestou o desejo de assistir ao funeral do seu filho na sua terra natal, em companhia dos seus familiares, e no ambiente cultural e tradicional adequado”.
“Para as forças Armadas Angolanas, este acto reveste-se de um grande significado militar, porque se trata de um camarada de armas que tombou por doença e que não teve as honras militares fúnebres que lhe correspondiam”, sublinhou.
O ministro lembrou que o general Arlindo Chenda Pena morreu há 20 anos, quando o País estava em guerra civil e num contexto caracterizado por “tensões, bloqueios e hostilidade entre filhos da mesma Pátria”.
“Esse contexto não permitiu que as honras e homenagens que hoje lhe prestamos, fossem realizadas quando ele nos deixou”, disse.
O enviado angolano disse às autoridades sul-africanas que o Presidente João Lourenço e a família do malogrado general “juntaram-se para resgatar esse dever militar não cumprido, e para realizar esse acto de humanidade que o civismo e a cidadania exigem”.
Francisco Queirós aproveitou a ocasão para manifestar, à família enlutada, a dor e o sentimento comum de resposta pela memória do falecido general angolano.

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