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Subsídios para a energia e água vão emagrecer

Empresas de energia e águas “obesas” e com fraca capacidade de arrecadação fazem o retrato que se pode traçar da realidade que enfrentam as principais empresas do sector de energia e das águas. Encerrou ontem o 8º Conselho Consultivo do Ministério da Energia e Aguas na cidade de Saurimo, capital da Lunda- Sul

Texto de: André Mussamo, em Saurimo

O titular da pasta chamou a atenção para a escassez de recursos e a necessidade de uma melhor preparação dos projectos do sector como caminho para alavancar as acções que afectam directamente a vida dos cidadãos, ou seja, o fornecimento de energia e de água potável. João Baptista Borges advertiu que a chave para o sucesso “não é apenas ter dinheiro”. Agora, em período de “sérias restrições financeiras”, o lema é fazer muito com pouco.

O ministro avisou ainda que a subsidiação dos serviços prestados pelo sector vai diminuir à medida que a água e a luz chegarem a mais cidadãos, porquanto o Orçamento Geral do estado não é capaz de acompanhar esta dinâmica. A pretensão do sector é aumentar a capacidade actual de 3334 MW para 7500 megawatts até 2025, incorporando energias renováveis e procurando satisfazer mais consumidores, esperando-se que a rede seja estendida proximamente a pelo menos um milhão de novos clientes.

Segundo o ministro, as energias renováveis são não só convenientes para a redução do custo de produção e distribuição de energia eléctrica, mas também na óptica da electrificação do país, principalmente as áreas rurais, onde as redes por interligações são por enquanto impossíveis por falta de viabilidade económica.

João Baptista Borges “piscou” o olho aos sindicalistas das empresas do sector no sentido de “compreenderem o contexto que o país atravessa e evitar fazer exigências inalcançáveis”.

A satisfação das necessidades dos trabalhadores está na linha das preocupações, mas a realidade não permite que todas sejam respondidas, por enquanto.

Organização interna e eficiência de todos os agentes do sector é outra premissa que o titular da pasta destacou no seu discurso de encerramento do evento, incentivando os colaboradores a procurarem superar-se e não regredirem no exercício das suas funções. Valorizar os quadros e fazer que cada um maximize as suas habilidades, dando o melhor na sua função, é outras das missões que o ministro deixou como diretriz a todos os quadros do sector.

O ministro “desculpou-se” por não ter conseguido acompanhar o encontro do principio ao fim, mas recomendou que sejam assacadas decisões que reflitam a profundidade do debate havido para que as mesmas possam guiar a actividade do sector nos próximos tempos. Em 2019, o ministro quer dois encontros do género.

Um no primeiro semestre, para elaborar o plano de actividades, e outro no segundo, para fazer o balanço. Teve ainda tempo de prestar uma singela homenagem a dois quadros do sector que faleceram recentemente. Simão Paulo, que faleceu esta semana na cidade de Benguela, e Pedro Silva, outro quadro do sector das águas que perdeu a vida recentemente.

“São pessoas que “farão falta ao sector. Ambos foram quadros seniores com longos anos de experiencia e deixam uma grata recordação”, pelo que em sua homenagem, e a pedido de João Baptista Borges, os participantes observaram um minuto de silêncio.

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