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Receitas do turismo baixam de Kz 12 para 10 mil milhões em 2017

O sector do turismo arrecadou um total de Kz 10 mil milhões durante o ano económico de 2017, um decréscimo em relação a 2016, em que as receitas atingiram Kz 12 mil milhões. houve também redução em termos de número de turistas que entraram no país

Texto de: Brenda Sambo

Como consequência da crise económica e da degradação das vias de comunicação (estradas), o turismo regista uma desaceleração, sobretudo em termos de ocupação dos hotéis. O director do Gabinete de Estudos e Planeamento das Estatísticas do Ministério do Turismo, Mário dos Santos, confirmou o abrandamento do sector, quando falava no final do Seminário sobre “As Estatísticas do Turismo como Catalisador do Desenvolvimento”.

Segundo o responsável, o valor arrecadado em 2017, 10 mil milhões, foi em rubrica do sector hoteleiro. No primeiro semestre do ano em curso, avançou, já foram arrecadados 5 mil milhões de Kwanzas. Mário dos Santos considera que, “esse decréscimo é fruto da actual situação económica que o país atravessa, marcado por uma crise financeira”, considerou.

Neste momento, prosseguiu, o sector dedica-se a fazer o apuramento exacto sobre todas as incitativas do turismo, pois o sector contribui com 3,5% para o Produto Interno Bruto (PIB). Referiu ainda que, para que esse ano seja diferente o ministério vai continuar a trabalhar no sentido de incentivar o empresariado, investindo mais, criando mais atractividade para que possam ganhar a confiança dos turistas, nacionais e internacionais.

Segundo o responsável, “com esse seminário que decorreu durante uma semana em Luanda, o Ministério do Turismo espera transmitir o maior conhecimento aos técnicos representados, através do contributo de varias instituições presentes, tais como o Banco Nacional de Angola (BNA) e os Serviços de Migração e Estrangeiro (SME) e também o Instituto Nacional de Estatística (INE)”, explicou.

Mais de 200 mil turistas entram no país

Em relação ao número de turistas, o responsável revelou que houve também uma redução, pois em 2016 entraram no país 397485 mil turistas, ao passo que em 2017 os registos do departamento ministerial fazem referência ê entrada de 260,961 mil de turistas. “Parte desses turistas são provenientes dos dois Congos, sendo a República Democrática do Congo (RDC) e o Congo Brazzaville, dada à proximidade da fronteira e os laços de irmandade”, disse. Mário dos Santos fez saber também que as províncias de Benguela, Huíla, Luanda, Cabinda e Huambo estão entre as que recebem maior número de turistas no país.

Referiu ainda que a direcção do Ministério do Turismo vai continuar a trabalhar no sentido de ultrapassar alguns dos problemas que ainda afligem o sector e impedem a vinda de turistas ao país. “ Só haverá actividade turística em grande escala quando as infra-estruturas, estradas, energia e águas estiverem operacionais e assim fortalecer a indústria do turismo”, sublinhou.

Pólos turísticos

Luanda, com as suas praias, e a província de Benguela (Lobito e Baía Farta) são as regiões mais procuradas por turistas nacionais e estrangeiros. Com a Fenda da Tunda Vala, “Cristo Rei”, Complexo Turístico da Senhora do Monte e não só, a província da Huíla faz parte dos pontos turísticos do país. O Namibe não fica de fora.

A Serra da Leba, o deserto e a weliwítschia mirabilis fazem da província passagem obrigatória. No Huambo, o morro do Moco é um dos atractivos do sector do turismo. Em Malanje, as quedas de Calandula e as pedras de Pungo-a-Ndongo colocam a província no mapa turístico nacional e, quiçá, internacional.

Cabinda, Zaire, Uíge, Lundas Sul e Norte, Moxico, Cuando- Cubango, Cunene, Cuanza-Sul, Bié, Bengo também possuem potencialidades turisticas por explorar e que podem arrecadar mais receitas.

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