criança de dois anos com aparência de seis meses

Apesar de já ter a referida idade, a menina Teresa Ponta celestino apresenta-se com altura e peso de uma bebé que, segundo a tia, não ultrapassa meio ano. a situação remete os pais ao pranto constante, ao ponto de não serem poucas as vezes em que os mesmos perdem o ânimo para procurar cura

Texto de: Alberto Bambi

o pai da pequena Telminha, Benjamin Celestino, conhecido na comuna da Barra do Cuanza, município de Belas em Luanda, por Negrinho, começou por revelar que ele e a esposa, às vezes, só têm tempo para chorar, ao verem a filha nesse estado. Aliás, foi isso que determinou o facto de ele ter sido o primeiro a ser ouvido por OPAÍS, enquanto a família obedecia à passagem do tempo e das emoções de tristeza que afastaram temporariamente do palco da conversa Beatriz Myange Afonso Ponta, a mãe de Telminha.

Segundo Negrinho, a menina é resultante de um parto normal ocorrido no dia 1 de Julho de 2016, período antecedido pelo cumprimento das recomendadas consultas pré-natais, de acordo com o progenitor, que, em seguida, exibiu o catão de controlo das referidas consultas.

“O nosso espanto foi verificar que ela estava prestes a completar um ano de idade mas não se  sentava sem o apoio de alguém, não dava indicações de gatinhar e muito menos ficar de pé”, contou Benjamin Celestino, tendo adiantado que as outras duas filhas, mais velhas de Telminha, andaram antes do primeiro ano.

Ao partilharem a condição da filha com familiares, amigos e conhecidos, o casal ainda ponderou o caso, por força da influência de opiniões por si colhidas, que apontavam para a situação como sendo possível, alegadamente, por se tratar de bebé do sexo feminino.

Nessa altura, alguns técnicos de saúde solicitados para intervir no caso recomendaram reforçar, regular e racionalizar a alimentação da bebé, receando que a dieta familiar estivesse a dificultar o desenvolvimento da criança. Entretanto, quando viram que o tempo ia para além das cogitações, os pais de Telminha envidaram esforços para irem à Clínica do Exército, onde, de acordo com o entrevistado, uma médica de nacionalidade cubana lhes disse que se tratava de atraso mental.

“Infelizmente, a médica informou-nos também que lá não havia essa especialidade de neurologia, por isso, aconselhou-nos a ir para o hospital Maria Pia”, relatou Negrinho, que, logo a seguir a isso, mostrou o documento passado por essa especialista, em jeito de encaminhamento. Vale lembrar que, duas semanas depois, a família da bebé problemática cumpriu a recomendação que lhes fora dada pela funcionária da Clínica do Exército.

Com a guia datada de 28 de Fevereiro de 2018, Benjamin Celestino e Beatriz Ponta marcaram presença no Hospital Maria Pia. Dizem terem sido bem atendidos, mas viram as suas buscas aprazadas para tempo indeterminado. “Já que o médico se apercebeu que nós vivíamos numa zona muito distante da cidade, aconselhou-nos a procurar um hospital mais próximo”, declarou Negrinho, tendo realçado a disponibilidade do especialista em vê-los novamente ali, caso não encontrassem um estabelecimento de Saúde com o serviço requerido.