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Exército do chade mata dois civis perto da fronteira com a Líbia

Helicópteros do Exército chadiano mataram dois civis numa cidade de mineração de ouro ao longo da fronteira com a Líbia, onde forças do governo entraram em confronto com um movimento rebelde, disse um membro da família das vítimas

Dois helicópteros atacaram a cidade de Kouri Bougoudi na quinta-feira e os dois homens morreram de ferimentos na Sexta-feira, disse à Reuters o membro da família, que pediu para não ser identificado. Dois outros civis ficaram feridos nos ataques, disse a pessoa.

Uma fonte de inteligência, também falando sob condição de anonimato, confirmou que dois civis foram mortos nos ataques. O porta-voz do exército do Chade se recusou a comentar. O movimento rebelde, o Conselho de Comando Militar para a Salvação da República (CCMSR), foi fundado em 2016 e lutou contra as forças chadianas várias vezes perto da fronteira com a Líbia desde o mês passado.

O grupo, que afirma ter milhares de combatentes, diz que o seu objectivo é derrubar o presidente Idriss Deby. Deby assumiu o controlo do Chade em 1990 numa rebelião que derrubou o então presidente Hissene Habré. Deby tem enfrentado várias rebeliões desde então, mas há relativa calma desde 2009. As fileiras do CCMSR incluem ex-rebeldes da região de Darfur, no vizinho Sudão, e ex-aliados políticos de Habré, que está preso no Senegal por crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

A rebelião nascente é o mais recente desafio de segurança para Deby, um aliado próximo do Ocidente contra militantes islâmicos no Sahara. O Chade fechou a fronteira com a Líbia em Janeiro do ano passado, num esforço para impedir a entrada de militantes. O Chade também é ameaçado por grupos ligados à Al Qaeda e ao Estado Islâmico na faixa semiárida do Sahel, além dos militantes do Boko Haram, sediados na Nigéria.

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