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Pr apresenta oportunidades de negócios aos investidores americanos

João Lourenço está em nova Iorque onde discursa amanhã, pela primeira vez, na 73ª sessão da Assembleia geral da organização das nações unidas (ONU)

O Presidente da República, João Lourenço, reuniu- se ontem em Nova Iorque, Estados Unidos da América, com investidores norte-americanos num fórum ecónomico empresarial Estados Unidos – Angola, destinado a apresentar a estratégia do seu Governo para atrair investimento estrangeiro e procurar soluções junto de instituições bancárias com vista ao regresso do dólar ao nosso país.

Ainda ontem, após o referido fórum de negócios, o Chefe de Estado angolano participou na cimeira da paz, em homenagem a Nelson Mandela, numa homenagem da ONU pelo centenário do nascimento do antigo Presidente da África do Sul, em que se olhou para a sua contribuição para a paz, bem como o seu legado.

O Presidente da República manteve igualmente alguns encontros bilaterais e terminou o dia numa conversa a dois com o secretário-geral da ONU, António Guterres.

O presidente da Câmara de Comércio Estados Unidos-Angola, Pedro Godinho, considera que os investidores americanos tiveram a oportunidade de ouvir de viva voz as ideias de João Lourenço sobre o combate à corrupção e a criação de um bom ambiente de negócios em Angola.

“Os empresários americanos têm agora todo o interesse em ouvir, na primeira pessoa, o Presidente de Angola para entender o que está a acontecer neste momento no país. Naturalmente, um fenómeno que está a ocorrer que eles traduzem como uma nova Angola, porque dos pronunciamentos do Chefe de Estado tem-se depreendido que um dos maiores handicaps nas relações entre as empresas americanas e angolanas foi sempre a corrupção”, frisou.

Mais de 150 empresas dos sectores dos petróleos, agricultura, energia, saúde, transportes e finanças participaram no referido fórum. Pedro Godinho disse acreditar que a participação de empresas do sector financeiro no fórum poderá contribuir para o regresso dos bancos correspondentes americanos a Angola e com isso mais acesso ao dólar.

“Há uma representatividade muito grande por parte do sector financeiro porque, de facto, a partir deste fórum foi possível mobilizar instituições financeiras americanas, sobretudo bancos, que possam jogar o papel de correspondentes, uma vez que Angola sofreu bastante com a desistência de vários bancos americanos no exercício dessa função”, disse.

“ Se repararmos, hoje, mais facilmente no nosso mercado encontramos euros do que dólares, porque os bancos americanos tomaram a decisão de deixar de desempenhar o papel de bancos correspondentes.

Portanto, o sector financeiro angolano está preocupado com isso e está, naturalmente, interessado em identificar aquelas instituições americanas que possam voltar para o país e desempenhar esse papel”, sublinhou. Na 73ª Sessão da Assembleia Geral da ONU que debruçarse- á, fundamentalmente, sobre a implementação de medidas mundiais nas áreas da paz, justiça, sociedade, economia e saúde, João Lourenço faz-se acompanhar da Primeira-dama da República, Ana Dias Lourenço.

O combate às armas, promoção dos direitos humanos, desenvolvimento sócio-económico, coordenação da assistência humanitária no mundo e a prevenção de doenças crónicas, tuberculose, malária e SIDA estarão igualmente entre os temas em discussão.-

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