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África do Sul procura em cimeira solução para seis milhões de desempregados

Uma ‘cimeira de emprego’, que arrancou hoje em Joanesburgo, promovida pelo Governo sul-africano, pretende encontrar soluções para a crise de desemprego, que afeta mais de seis milhões de pessoas, e impulsionar o crescimento da economia mais industrializada de África.

A conferência, de dois dias, organizada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Económico e Trabalho (NEDLAC, sigla em inglês) decorre hoje e amanhã em Midrand, arredores de Joanesburgo e reúne altos funcionários do Governo, sector privado, sindicatos e organizações da sociedade civil.
O Presidente Cyril Ramaphosa, que sucedeu no cargo a Jacob Zuma em fevereiro último, anunciou um plano de reformas tendo como prioridades o combate à corrupção, à revitalização da economia e ao impulso à criação de emprego.
Ramaphosa, que aludiu a esta cimeira sobre o emprego no seu discurso inaugural, sobre o estado da Nação, em fevereiro, disse esperar que o encontro apresente “medidas e iniciativas práticas de criação de emprego para milhares de sul-africanos”.
“O Presidente afirmou que a cimeira examinaria o que é necessário fazer para garantir que a economia cresça e se torne mais produtiva, que as empresas invistam em maior escala, que os trabalhadores estejam melhor equipados e que a infraestrutura económica seja expandida”, refere a Presidência da República, em comunicado.
A economia sul-africana entrou em recessão este ano, pela primeira vez desde 2009, após dois trimestres consecutivos sem crescimento económico.
No início deste ano, o Banco Mundial instou o Governo sul-africano a agir decisivamente para fazer face ao elevado nível de desemprego no país.
Dados oficiais indicam que a taxa de desemprego na África do Sul, com 55,7 milhões de habitantes, é de 27,2%.
O Instituto de Relações Raciais da África do Sul (IRR, sigla em inglês), nota, no entanto, que a taxa oficial de desemprego na África do Sul, será “muito superior” à dos seus parceiros no grupo dos BRICS, principais economias emergentes, em que o Brasil conta com 13,1% de desempregados, a Rússia (4,7%), Índia (3,5%) e a China (3,9%).
Segundo um comunicado hoje divulgado, o IRR estima uma taxa de desemprego a nível nacional de 37,2%, sendo a maioria jovens (53,7%) com idades compreendidas entre 15 e os 24 anos.
O IRR adianta que o número de desempregados na África do Sul aumentou de dois milhões de pessoas, em 1994, para 6,1 milhões, actualmente.

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