Bens e serviços a caminho da Barra do Cuanza

Água, energia eléctrica e emprego constam nas prioridades da Administração local, que fala de responsabilidade social.

Pelo facto de o desemprego constituir a maior preocupação da localidade, a Administração Comunal da Barra do Cuanza, município de Belas, em Luanda, contemplou, no seu plano de acção, a política de atracção de empresários e outros investidores colectivos ou singulares a investirem na sede da comuna, a fim de se proporcionar emprego aos habitantes. Desta dinâmica surgiu a resposta positiva do Banco de Comércio e Indústria (BCI), de acordo com a administradora-adjunta para a Área Económica e Social, Josefa Peres Afonso, que adiantou a pretensão desta instituição bancária se instalar na localidade que dirige. OPAÍS soube que a administração já localizou um espaço para tal empreitada, esperando única e simplesmente que o banco em causa efective o projecto.

Para assegurar o andamento das relações com a referida instituição, a administradora informou que a sua gestão já realiza as operações financeiras por via de Terminal de Pagamento Automático dessa firma, ao ponto de já estar disponível uma conta agregadora para a qual se orientam as contribuições e outros emolumentos. Josefa Peres referiu-se ao reforço da rede turística e hoteleira, por via da qual espera conseguir trabalho para a juventude. Os responsáveis locais revelaram que os cerca de 80 quilómetros de distância que separa a comuna que dirigem e o casco urbano da Capital ainda é invocado pelos investidores a quem solicitam instalação na área como o maior obstáculo de viabilidade. Uma mediateca é outro estabelecimento referido pela administradora- adjunta como de extrema necessidade, já que a efectivação da mesma, segundo ela, facilitaria, não só aos jovens fazerem consultas por via Internet, leitura de um livro e passatempo, como também abriria vagas de emprego para a classe juvenil.

Contribuição para manutenção

Por vezes, os moradores são submetidos a uma contribuição módica de 250 ou 500 Kwanzas, dependentemente da quantidade de seus recipientes, um valor que é canalizado para ajudar a cobrir os custos da manutenção da viatura, visto que a capacidade financeira da Administração para tal fim é muito diminuta. Para justificar a necessidade da quota imposta aos habitantes, referiu- se ao preço de um pneu avaliado, segundo ela, em 75 mil Kwanzas. Adiantou que o preço cobrado aos populares não lhes desagradava, visto que os mesmos preferiam ter água potável em vez da salobra, que os levava a arcar com as consequências a nível da saúde. A zona tem uma cacimba que se encontra em reabilitação, pois, a referida fonte possui um gerador com bombas de sucção condicionada. Para ser precisa, socorreu-se do dossier do mesmo aparelho, tendo detalhado que o motor tinha sido saqueado, ao ponto de ter perdido os controladores das bombas, rolet de arranque, a própria instalação e a boia que controla o nível de água no tanque. A falta desses acessórios faz com que a água que daí brota não venha com a qualidade requerida.