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A economia do prazer

As mulheres são mesmo seres especiais. Além de muitas vezes mais inteligentes do que os homens e mais resistentes, enfrentam todos os dias um mundo cruel que teima em não lhes reconhecer o valor que têm. Mas podem estar também em condições que podemos observar com alguma curiosidade. Em Angola, por exemplo, elas precisam de protecção do Estado contra a epidemia das violações. Não há um relatório policial de qualquer província em que não venha semanalmente um ou mais casos de violação sexual. Seja contra mulheres adultas, seja contra crianças. O Governo e as organizações civis têm de assumir que se trata de problema nacional sobre o qual se tem de pensar, falar e buscar soluções de prevenção. Mais estranho ainda quando estamos num país em que elas gozam de plena liberdade sexual. Difícil de entender. Mas é a realidade. Por outro lado, a mulher é economicamente sacrificada. Luta muito mais do que o homem angolano para sustentar os filhos. Sobre isso não há discussão possível. Mas há um outro aspecto sobre o qual não se fala, trata-se da “economia do prazer”, explico-me: há umas quantas mulheres sustentadas em vidas de luxo com dinheiro desviado de empresas, ministérios, etc., seria bom que alguém algum dia fizesse as contas e nos dissesse o que nos custam as amantes. Como diz o artista, “mes irmãos”, é muito dinheiro, uma verdadeira economia paralela!

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