Antigo director do SIC na Huíla começa a ser julgado na próxima Segunda-feira

O antigo director do Serviço de Investigação Criminal (SIC), na província da Huíla, superintendente-chefe Alberto Amadeu Gonçalves Suana, começa a ser julgado no dia 15 do mês em curso pelo Tribunal Provincial

POR: João Katombela, na Huíla

O julgamento surge na sequência do seu envolvimento no mediático “Caso de desvio de mais de 100 camiões-cisterna de combustíveis” que se destinavam às centrais térmicas da cidade do Lubango. Com o seu envolvimento neste caso, Alberto Amadeu Gonçalves Suana, de 60 anos de idade, está a ser acusado de ter cometido o crime de peculato, imputado aos gestores que descaminham coisas públicas.

A par do ex-director do SIC na província da Huíla, vão ser julgados no mesmo processo outros quatro cidadãos nacionais, nomeadamente Gil Baptista Alves, Américo Tomás Manuel Nobre, de 54 anos de idade, Arão Manino Elias, 32 anos e Andreia Gizela dos Santos França, 32 anos de idade, todos acusados de terem praticado o crime de abuso de confiança. De acordo com o despacho de pronúncia do Ministério Público na província da Huíla, com o Nº734/2018-C, Amadeu Suana terá orientado a descarga de cerca de 35 mil litros de gasóleo no tanque da empresa GALIANGOL, dos quais 11 mil litros foram consumidos por esta empresa.

Depois de longas investigações, Amadeu Suana tinha sido detido em prisão preventiva desde o dia dois do mês de Agosto e foi posto em liberdade por caução no mês de Setembro. Mas no pretérito dia 27 ainda do mês de Setembro o antigo director Provincial do Serviço de Investigação Criminal foi detido novamente, depois de uma audiência na PGR junto do SIC. OPAÍS soube de fonte segura que a sua segunda detenção resulta da acusação que pesa sobre si, por, supostamente, ter furtado quatro viaturas de um cidadão de nacionalidade sul-africana. Entretanto, a advogada de defesa, Alexandrina Domingos, garantiu estar preparada para este julgamento, que deverá ter lugar no Auditório do Instituto Superior Gregório Semedo. “Vamos aguardar que se respeitem os princípios da justiça”, disse.