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Hora de apagar o fogo

Alguma coisa correu mal na última reunião do Conselho de Segurança Nacional. Rectifico: alguma coisa correu mal com a forma como foi tratada a reunião cá fora. Ao certo, fora as pessoas que lá estiveram, todos cá fora deixaramse inundar por montanhas de especulações, algumas cabeludas. Correu que o Conselho analisou a possibilidade de soltar um detido determinado, José Filomeno dos Santos, e acrescentou- se o “teor” das discussões. Cá para mim, desconfiei de imediato do pormenor com que as conversas eram recontadas. Seja como for, alguma coisa aconteceu que agora temos membros do Conselho a apagar fogos. Primeiro foi o Tribunal Supremo. Agora o Ministério do Interior. Uns a dizer que não se falou de presos e muito menos de processos. Outros a dizer que o ministro do Interior não foi questionado pelo Presidente da República sobre supostas execuções sumárias de cidadãos suspeitos do cometimento de crimes por elementos do SIC. Não quero falar sobre a possibilidade de tais assuntos terem sido abordados, o que, seja dito, não seria o fim-do-mundo se fossem tocados de modo informal… Fora da agenda. Até porque são assuntos, estes e outros, que de uma ou de outra forma chegam a todos e todos comentam. Mas isso também não me interessa agora. O que me chama à atenção é este corrupio de comunicados bombeiros com desmentidos e esclarecimentos, que mais não fazem do que acicatar a curiosidade do comum mortal. O que aconteceu desta vez para que uma reunião restrita ainda seja assunto de tratamento público? Conselho: da próxima vez haja mais cuidado, melhor cobertura jornalística e um comunicado final bem elaborado. Assim não está bom. Mas começa a ser algo preocupante a forma como se comunica e se especula tudo em torno do Presidente.

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